Por Carlos Delano Rebouças
“Ser
ou não ser, eis a questão”. Como
Shakespeare foi feliz na composição de sua obra, Hamlet, tratando uma tragédia
tão sublime, mergulhando profundamente em questões tão delicadas, familiares,
que envolvem traições, ambições, comuns, como tantas vistas, hoje, mas que
ainda causa tanto espanto.
Shakespeare
tratou o tema com muita delicadeza, sem dúvida alguma, tornou-a um instrumento
de reflexão nas mais diferentes expressões artísticas. A dramaturgia de Hamlet
é perfeita, e como é delicado o poeta e dramaturgo inglês, ao tratar de temas
tão complexos, que a nossa sociedade, a brasileira, vulgariza com tanta
maestria, nas mais variadas e diferentes formas, fazendo-as facilmente se
tornarem uma típica representação da comédia humana.
Romeu
e Julieta significa outra grande obra de William Shakespeare. Quanta
inspiração..., principalmente para os apaixonados, para os apreciadores da
escola romântica e para aqueles que acreditam no amor perfeito.
Há
quem acredite que é pura ilusão, que esse amor perfeito, representado sob uma
tragédia a qual reforça ainda mais o verdadeiro sentimento de amor entre dois
jovens, e que serve para unir duas famílias, em tempo algum, e especialmente
hoje, não costuma se ratificar na prática, com tanta harmonia. São, quem sabe,
falsas ilusões Shakespearianas.
O
amor e o ódio andam caminham lado a lado. Tão pertinho, que o uma tragédia como
as vistas nas obras de Shakespeare pode acontecer quando menos se espera.
Quantos
crimes passionais acontecem todo dia? Quantas famílias são desfeitas diante de
uma desgraça? E quando se ouve relatos, sempre alguém diz: “eles se amavam
tanto” ou “um não conseguia viver longe do outro”. Pareciam dois pombinhos.
Juras
de amor sempre são ditas, sob as mais diversas influências, inclusive a
Shakespeariana. Porém, as tragédias acontecem, sempre, também pelas mais
diferentes influências, sob a ilusão, quem sabe, de um amor bem distante de uma
racionalidade, fortalecido por frases preconcebidas e de efeito, que em nada
representa uma verdade.
Deveria
prevalecer bem mais, em vez de falsas ilusões shakespearianas, a racionalidade,
sem obviamente deixar de semear cuidadosamente um verdadeiro sentimento, sem
confusões na sua definição.
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