
Por Carlos Delano Rebouças
É assim mesmo que se encontra o futebol brasileiro,
carente de bons jogadores, de grandes goleadores e craques, e no auge da
escassez, temos que nos contentar com algumas figurinhas carimbadas, que acabam
se destacando pela baixa concorrência.
Na corrente temporada do futebol brasileiro,
encerrada recentemente, onde merecem destaque os campeonatos brasileiros e copa
do Brasil, além de competições continentais, vimos um cenário nada comum do
nosso futebol, onde poucos foram os destaques e revelações, e a “consagração”
de determinados jogadores, que até então, pareciam sepultados para o futebol
pentacampeão do mundo.
Vimos o craque Alex se aposentar no Coritiba. Foi
dado adeus por um dos poucos que ainda resistiam no nosso futebol. E agora,
resta quem para poder nos incentivar a assistir aos jogos na TV? Ouvi o nome de
Kaka no emergente futebol dos Estados Unidos? Este já se foi. Está mostrando o
seu futebol na terra de Tio Sam. Sobraram nomes como os de Robinho( de saída), Pato, Ganso,
Lucas Lima... Vixi, como está difícil! É assim que se encontra o nosso futebol?
É assim mesmo. O Brasil é um país de futebol,
formador de craques, onde argentinos, chilenos, uruguaios e paraguaios, principalmente,
são vistos como a “bola da vez”. Com a palavra D’Alessandro, Barcos, Guerreiro,
Valdívia e outros desconhecidos que declinam o “portunhol”.
Mas foi um brasileiro que terminou o campeonato
brasileiro como artilheiro. Que maravilha, não é minha gente? Nem tanto, se não
se chamasse Fred, aquele mesmo que foi batizado de cone na Copa do mundo de
2014, aqui no Brasil.
Fred marcou dezenas de gols em 2014,no estadual
carioca e no brasileirão, e foi um dos jogadores mais questionados da seleção brasileira
na última copa. Isso ninguém esquece. Fred também se tornou o goleador maior do
campeonato brasileiro em pontos corridos e ainda tem diversos clubes querendo
contratá-lo, acreditem. Hoje, para a Copa América, aparece outro Fred. Outra
promessa, agora mais jovem.
Na série B, segunda divisão do campeonato
brasileiro, Magno Alves de 37 anos, do Ceará, foi o artilheiro maior com 18
gols no ano passado, aliás, artilheiro maior do país na temporada, com 37 gols,
juntando as demais competições. Time grande demonstrou interesse pelo seu
concurso e levou, podem também acreditar. Hoje está no tricolor carioca.
Sabendo disso, de como se encontra o nível do nosso
futebol, Rogério Ceni, com 42 anos, continua a jogar, Edilson Capetinha, com 45
anos, resolveu voltar aos gramados, Marco Antônio Boiadeiro, com 46, a mesma
coisa, e se duvidarmos, Túlio Maravilha ainda disputa a série B pelo Botafogo
deste ano, duvidam?
Outros nomes menos conhecidos, quase esquecidos e
esquecidos também se destacaram num futebol, que caminha a cada dia para um
abismo sem dimensão. Somos um celeiro de craques, formados, que a força do
dinheiro os leva muito cedo, logo quando se destacam, para os grandes centros
da Europa.
Sobra o que para o futebol Tupiniquim? Promessas,
pernas de pau e quase aposentados, que o torcedor brasileiro já não aguenta
mais ver vestir a camisa de seu time de coração. Prefere vê-los, com a camisa
dos adversários, num futebol de placar igual, num zero a zero que não é bom
para ninguém.
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