domingo, 26 de fevereiro de 2017

PARÁBOLA DO DIA

Garras poderosas

 

Um rei recebeu como obséquio dois filhotes de aves de caça e os entregou ao mestre da "cetreria" para que os treinasse para a próxima temporada de caça, entretenimento dos nobres da época, enquanto esperavam por alguma guerra.
 
Passados alguns meses, o instrutor comunicou ao rei que uma das aves já estava com toda sua performance de caça pronta para ser testada, mas que a outra ave não tinha se movido do seu galho desde que tinha chegado ao palácio, a tal ponto de que tinham que lhe alcançar a comida, para que não morresse de fome.
 
O rei, um sujeito muito hábil, mandou chamar curandeiros e até senadores para que verificassem qual o problema com a ave, mas de nada adiantou, ela não saía do lugar...
 
Pelas janelas dos seus aposentos o monarca podia ver o pássaro imóvel no galho, e mesmo que sua pose fosse autêntica e seu corpo delineado, faltava-lhe a qualidade principal que era voar.
 
Publicou por fim um anúncio entre seus súditos procurando alguém que ensinasse o pássaro a voar. Na manhã seguinte, viu a ave voando agilmente pelos jardins!
 
– Traga-me o autor desse milagre! Quero recompensá-lo e aprender sua técnica mágica - disse o rei.
 
Quando o sujeito é apresentado, o rei lhe pergunta:
 
– Como conseguiste? Tu és mágico, por acaso?
 
E o homem respondeu:
 
– Não alteza, apenas observei que se cortasse o galho onde a ave se agarrava, ela iria precisar de algo mais, e isso eram suas asas...
 
 
Autor: Desconhecido

DICAS DE PORTUGUÊS


PELO TELEFONE


ORIGEM DO SAMBA


A VIDA E SUA LÍNGUA PORTUGUESA


Autor: Carlos Delano Rebouças

Ter o completo conhecimento sobre a língua portuguesa, sobre as sua classes gramaticais, sobre a sintaxe, ou numa abrangência maior, sobre a semântica, não é comum a todo brasileiro, infelizmente. São tantos os fatores e circunstâncias que corroboram para esse retrocesso, alheios às necessidades e interesses do dia a dia, por um mundo melhor.

Na declinação de verbos em todas as suas conjugações e tempos, bem como fazer as na aplicação das concordâncias, estão entre os mais perceptíveis e comuns erros praticados no cotidiano das pessoas, nas comunicações estabelecidas, nos diálogos comuns, formais ou não, que permitem tirar as mais variadas conclusões.

Conjugar um verbo no seu passado, seja no pretérito do perfeito ou do imperfeito, requer uma compreensão sobre o seu emprego, ou seja, se pode ou não representar uma ação ou estado de um passado que pode ou não voltar a acontecer. São duas conjugações que acontecem na vida de todos nós, que muitas vezes, significa um fim, ou a oportunidade de fazer novamente, de uma outra maneira. Pena que nem tudo em nossas vidas acontecem no pretérito imperfeito.

Mas nem sempre temos a chance de refazer o que foi feito de errado; de reviver momentos, a fim de reverter situações; ou de repensar nossas atitudes, construídas sob o alicerce da imaturidade, que o fator tempo não permitiu escolher o pretérito ideal. Acaba restando um passado perfeito, de uma contraditória imperfeição, que não permite uma segunda chance, aquela que por vezes sonhamos na vida.

Quantas vezes somos inflexíveis? Quantas vezes somos irregulares nas nossas atitudes? Às vezes, precisamos tanto que nos auxiliem na nossa vida, seja para uma ação ou uma ligação com uma nova realidade, daquelas que o futuro pode ser mais que do presente, desde que se apresentem todas as pessoas, em bom número, num grau absoluto, em todas as conjugações, tempos e modos.

De fato, desejamos conjugar todos os verbos de nossas vidas, sobretudo, com suas idas e vindas do tempo, de forma marcante, mesmo que a incerteza do subjuntivo, com sua imperfeição, queira mostrar o contrário.

Nem sempre somos defectivos nas nossas vidas, ou seja, não conjugamos por completo os verbos, que esclarecem a nossa pessoa. Tornamo-nos impessoais, redundando num sujeito inexistente ou inexpressivo, de poucos predicativos e até duvidosos. Todavia, o desejo de ser o senhor das ações, como os verbos pessoais, é algo alcançável por qualquer um que objetiva ser o agente da passiva.

Sejamos homens de muitos verbos; de muitas conjugações; atemporais; flexíveis; e regulares...; em todos os modos; na voz ativa e passiva; sem maldades e preconceitos nas suas interpretações. Sejamos sujeitos determinados; de muitos predicados e com capacidade de estabelecer uma vida com período longo. E caso não seja possível, que seja pelo menos de atitudes coerentes, numa pequena frase que represente a verdade de nossas vidas.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A lua


LEGAL, NÃO É?


INOVAÇÕES OU RETROCESSOS?

por Carlos Delano Rebouças

Ontem, lembrei-me das fases de se encontrar um número de telefone ou um endereço por via dos recursos existentes. Muita coisa mudou de uns tempos para cá.

Antes, listas telefônicas de centenas de páginas, de cores branca e amarela, cuja paciência em manuseá-la era exercitada. Hoje, Google e seus recursos de busca "facilitando" nossas vidas, influenciando intensamente em um novo estilo de se viver.

Será que com o passar do tempo ficamos mais preguiçosos diante das inovações desenfreadas que acontecem no mundo e para a sua transformação?

Imagine essa nova geração – que não gosta de ler; que a leitura de uma frase cansa como se fizesse de um jornal; e que um texto mais parece uma Bíblia – procurando números de telefone de pizzaria nas obsoletas listas telefônicas, de minúsculas letras e organizadas alfabeticamente? Não imagine! Seria um caos!

Vivemos a era da praticidade. Alguém muito inteligente desenvolve um aplicativo que facilita vidas e faz muito dinheiro. São inovações ultramodernas que as deixam de ser num piscar de olhos. Logo surge algo novo que faz o novo, de instantes atrás, tornar-se peça de museu.

O que seria de nós, hoje, se não existisse o controle remoto de uma TV? O que seria da nossa fome se não existisse o sistema delivery? E sem os Smartphones, como viveríamos?

No mínimo, menos preguiçosos e mais espertos, ou menos obesos e mais atenciosos com quem nos pergunta “como vai?”.

Experimente não trocar as pilhas do controle remoto de sua TV, mesmo com todo aborrecimento que terá em ter que se levantar para trocar de canal. Tente caminhar alguns quarteirões para comprar a pizza do final de semana que costuma pedir por telefone. Que tal desligar o seu celular e bater aquele papo de batente de calçada com amigos e vizinhos.

Difícil, não é? Pode parecer. Mas não custa nada imaginar e refletir sobre tudo isso.

DICA DE PRODUÇÃO TEXTUAL



Observe o texto:
"As CRIANÇAS brincavam depois da aula, era o último dia de aula e TODAS estavam reunidas no PARQUINHO. (Elipse) Corriam, desciam escorregadores, subiam no trepa-trepa, giravam no roda-roda e, a despeito da chuva que se anunciava, ELAS continuavam se divertindo.
Tudo que ELAS queriam fazer era ISTO: brincar até que a luz do dia, mesmo que nublado, permitisse. Os PEQUENOS estavam muito ocupados em se divertir e não (Elipse) perceberam O QUE estava por vir: uma CHUVA torrencial. (Elipse) Pegos de surpresa, abandonaram o lugar de tanta diversão e foram correndo para suas casas, a fim de se protegerem.
A CHUVA perdurou por horas, CHUVA pesada, parecia até que o mundo desabaria naquele dia, descartando assim qualquer possibilidade de retorno ao PARQUINHO. Para tristeza geral da CRIANÇADA, a CHUVA insistente levou dois dias para decidir ir embora, o que manteve MENINOS e MENINAS presos em suas casas durante todo o final de semana".
Agora, veja que diversos recursos de referenciação foram destacados, a fim de retomar termos citados. São conhecidos como anafóricos ( ELES, ELAS, TODAS, PEQUENOS, CRIANÇADA, MENINOS e MENINAS). Houve também o uso de elementos catafóricos, que antecipam termos que serão citados por meio, por exemplo, de pronomes (ISTO).
Observa-se o uso de um termo de extrema importância no contexto, PARQUINHO, que ganhou destaque, posteriormente, e no transcorrer do texto. O termo CHUVA também ganha destaque, sem substituir outros temas, como PARQUINHO, mas com um maior foco no contexto, de maior importância.
Observa-se também o uso de "Elipses" para evitar repetições, com uma progressão referencial, ao lados dos outros elementos, que corrobora para uma maior e melhor coesão textual. 
#Ficaadica

NEM IMAGINE A DIFICULDADE


Autor: Carlos Delano Rebouças

As pessoas quando têm a oportunidade de falar um pouco de sua trajetória de vida, sempre tem muita coisa para contar e acabam falando muito mais que o pouco anunciado, mas que na verdade, representa ser a oportunidade de constar um testemunho de vida, a qual tem uma grande importância para a edificação humana.

Há quem diga que todo mundo tem uma história de dificuldade, vivido numa determinada fase da vida, até mesmo os mais abastados, aqueles que nasceram no popular berço de ouro, pelo qual podem não permitir entende-las e aceitá-las como uma verdade absoluta. Porém, não custa-nos compreender que, independente de alguém ter nascido em famílias de boas condições financeiras e sociais, fiquem isentas de passar por qualquer que seja a dificuldade, cuja importância, fica marcada na sua vida.

Algumas pessoas lutam muito para conquistar o seu espaço na sociedade, levando uma vida de dupla ou até tripla jornada, desde cedo, da infância, diante da realidade de suas famílias, humildes, que infelizmente, não podem oferecer condições diferentes e melhores na construção de uma trajetória de vida.  Faz com que em um período, trabalhe; em outro, estude; e em outro, busque mais uma ocupação, seja com trabalho, estudo ou outra atividade que vise o seu crescimento. Acaba levando uma vida com um ritmo extremamente frenético, que muitas vezes não lhe sobra tempo algum para se divertir.

E quando essa rotina puxada da vida é assolada com problemas de saúde, tornando-se muito mais difícil e complicada, parecendo uma fase que jamais irá passar, e com o medo da perda, diante de tantas dificuldades?

Então, passado e vencido todos os obstáculos, e conhecedor que outros mais surgirão, pois aí é que reside a razão de viver, acabamos, com o recurso de nossa memória voltando no tempo, recordando tudo ou parte do que vivemos, e usando esse flashback para ilustrar em aconselhamentos, orientações e testemunhos que construir uma trajetória de vida não é fácil para ninguém. Pode até ser mais difícil para muitos, mas não totalmente fácil para poucos privilegiados.

Que nunca desperdicemos uma oportunidade sequer de ouvir e conhecer um pouco da trajetória de vida de alguém, e de usar a sua, vivida, e com tantas particularidades, como um instrumento de reflexão, consciente, para que se realize uma reflexão profunda sobre todos os aspectos que influenciaram nas transformações. Mas caso não lhe interesse contar e não dar ouvidos, que pelo menos respeite as opiniões e as escolhas, pois elas devem ter uma importância muito grande para muita gente.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SANTO DO PAU OCO



Durante o século XVII, as esculturas de santos que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes. Outra versão vem de São Vibaldo, retratado sempre dentro de um tronco de madeira.  

LINDA CANÇÃO!


REFLEXÃO

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!

Vou buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.
Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

DIFERENÇAS ENTRE PSICOPATIA E SOCIOPATIA

Psicopatia e sociopatia são transtornos de personalidade descritos pelo médico Paulo Maciel, em seu blog, como indivíduos que “não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor. Eles são irritados, irresponsáveis e com total ausência de remorsos, mesmo que digam que têm, mais uma vez tentando levar vantagens”.
Segundo o ‘Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders’, em português, o ‘Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais’, esses transtornos se caracterizam pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros”.
Cerca de 0,5% a 3% da população mundial possui um desses transtornos. Entre os presidiários, esse número sobe de 45% a 66%. A diferença entre elas é que a psicopatia é genética, enquanto que a sociopatia possui como causa não só a predisposição hereditária, como a influência do ambiente.

Psicopatia

De acordo com o médico, “a psicopatia é caracterizada principalmente pela ausência de empatia com outros seres vivos, resultando em descaso com o bem-estar do outro e sérios prejuízos aos que convivem com eles. Esse desvio de caráter costuma ir se estruturando desde a infância”.

Sociopatia

Já a sociopatia, “persiste pela idade adulta e estes indivíduos não se conformam às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros legais. Eles podem realizar repetidos atos que constituem motivo de detenção (quer sejam presos ou não), tais como destruir propriedade alheia, importunar os outros, roubar ou dedicar-se à contravenção”, explica o especialista.

Características da Psicopatia e Sociopatia

Impulsividade

Uma característica bem específica desses pacientes é que eles são extremamente impulsivos. “As decisões são tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as consequências para si mesmo ou para outros, o que pode levar a mudanças súbitas de empregos, de residência ou de relacionamentos. Estes indivíduos tendem a ser irritáveis ou agressivos e podem repetidamente entrar em lutas corporais ou cometer atos de agressão física”, esclarece o doutor Paulo Maciel.

Descontrole financeiro

O descontrole financeiro também é marca dos psicopatas e sociopatas. Eles geralmente não cumprem obrigações, não provêm o sustento da casa ou da família.

Ausência de culpa

Outra postura é a ausência de culpa em relações aos seus atos e a transferência de responsabilidade para outras pessoas. Na opinião deles, as vítimas são sempre as culpadas por tudo. As pessoas acometidas por essas doenças psicológicas têm a “tendência para enganar, distorcer fatos ou ludibriar os outros para obter credibilidade, vantagens pessoais ou prazer”, alerta o estudioso.
Para finalizar, é importante saber que os psicopatas e sociopatas não gostam de animais de estimação e têm pouco apreço às próprias relações familiares bem como as de terceiros.

REFLITA!


A IMPORTÂNCIA DE SABER SE COMUNICAR

Em uma seleção, em que candidatos se apresentam à equipe avaliadora, muito se observa sobre a postura de cada candidato. Busca-se identificar se o candidato possui conhecimento mínimo sobre a empresa pela qual deseja atuar; se demonstra habilidades para o exercício da função pleiteada; suas características de personalidade; sua postura profissional; dentre outras. Contudo, o candidato precisar entender que seu domínio sobre os conceitos de linguagem é primordial, pois não somente será ouvido, mas percebido pela postura e gestos, e em conjunto com a fala e a escrita.
Diante desse entendimento, defendemos a ideia de que o conhecimento da Língua Portuguesa, em toda a sua plenitude, faz-se mais do que necessário, tanto para quem já se enxerga consolidado no mercado de trabalho como para quem busca se encontrar, e que entende que precisa sempre se reciclar quanto às suas inovações.
Não tenha dúvidas de que somos medidos tanto pelo que falamos quanto pelo que escrevemos, e se dominamos a língua, seremos diferenciados no mercado.

CONQUISTANDO O IMPOSSÍVEL


domingo, 19 de fevereiro de 2017

LINDO TEXTO DE JOHN LENNON

O amor

 

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
 
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
 
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
 
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
 
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
 
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
 
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
 
 
 
Autor: John Lennon

EXPRESSÃO DE CEARENSE

A cada dia uma expressão típica de cearense. A de hoje é...


FILMAR
Observar curiosamente. “Eu estava conversando com a menina e o curioso ficou o tempo todo filmando!…”.

DEVOLVA-ME!


UM POEMA DE PATATIVA DO ASSARÉ

Caboclo Roceiro (Patativa do Assaré)

Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar
És rude e cativo, não tens liberdade.
A roça é teu mundo e também tua escola.
Teu braço é a mola que move a cidade
De dia na roça de enxada na mão
Julgando que Deus é um pai vingativo,
Não vês o motivo da tua opressão
De dores e trevas debaixo da cruz
E as crides constantes, quais sinas e espadas
São penas mandadas por nosso Jesus
Um pobre inocente no banco do réu.
Caboclo não guarda contigo esta crença
A tua sentença não parte do céu.
Não faz neste mundo teu fardo infeliz
As tuas desgraças com tua desordem
Não nascem das ordens do eterno juiz
O sol do seu brilho jamais te negou
Porém os ingratos, com ódio e com guerra,
Tomaram-te a terra que Deus te entregou
De dia na roça , de enxada na mão
Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo,
Tu és meu amigo, tu és meu irmão.

REFLITA!


SALVO PELO GONGO: CONHEÇA A ORIGEM DO TERMO


Acredita-se que as origens da expressão ‘salvo pelo gongo’ estão relacionadas à catalepsia, uma rara doença na qual o indivíduo fica com os membros rígidos, sem conseguir se movimentar. Na Antiguidade, muitas pessoas que sofriam deste mal eram tidas como mortas e enterradas vivas. Tal realidade podia ser comprovada pelos posteriores arranhões que eram encontrados do lado de dentro dos caixões.
Foram os ingleses que criaram, durante o século XVII, um mecanismo que deu origem à expressão popular: amarrar uma corda ao braço do defunto e ligá-la a um sino de fora do túmulo. Assim, se o indivíduo tivesse sido enterrado equivocadamente, bastava tocar a sineta e ser literalmente “salvo pelo gongo” da mesma.

FIGURAS DE LINGUAGEM


DICA DE PORTUGUÊS

Qualquer /  algum / nenhum

Esse é outro trio de palavras que parecem semelhantes, mas apresentam suas diferenças. O principal erro, aqui, é trocar “nenhum” por “qualquer” em frases negativas, já que o segundo termo não tem esse sentido. A confusão parece vir de uma tradução ao pé da letra do inglês any. Quanto ao “algum”, ele pode ser usado no sentido negativo quando vem logo depois de um substantivo. Fica assim:
  • Escreva: Não há nenhum problema.
  • Escreva: Não há problema algum.
  • Escreva: Há um problema qualquer.
  • Não escreva: Não há qualquer problema. ( frase que diverge da norma culta)

VAMOS CONJUGAR O VERBO AMAR


Autor: Carlos Delano Rebouças

Amai-vos uns aos outros conforme vos amei. Este mandamento da Lei de Deus, hoje, parece desconhecido ou esquecido por quem Deus deu a sua vida.

Desde que Jesus Cristo foi crucificado, morrendo por todos nós, pelo perdão dos nossos pecados, a humanidade jamais, em situação alguma, procurou ou procura conduzir a sua estada sobre a terra seguindo rigorosamente todos os seus ensinamentos. Até parece que nada foi ou é ensinado, ou tem a devida importância.

Em toda parte do planeta, percebe-se que muito se mata, rouba, trai, cobiça, dentre outros, e muito menos se ama e se respeita o próximo. Tais desconsiderações às leis divinas são ratificadas dentro mesmo da instituição família, quando o amor ao próximo de relação sanguínea inexiste, imagine, por aquele quem os laços de fraternidade se restringem à filiação divina. Estamos cada vez mais sem noção das coisas que nos cercam.

O mundo vive uma verdadeira carnificina, e não necessariamente precisa ser cristão para compreender. Mata-se muito no mundo por muito pouco. Paradoxalmente os interesses caminham pelo mundo, a qual Deus nos deu em sete dias, mas que fazermos todo o esforço para esquecer e deixar que interesses pessoais prevaleçam.

O maior exemplo de amor, respeito, fraternidade, compreensão e paz são simplificados num só ser, que é Jesus Cristo, que Deus o escolheu como filho, para nos servir de referência. Entretanto, o homem o renega, o desconsidera e também, todos os seus ensinamentos. Leva a sua vida no mundo como se não devesse satisfação a ninguém, quando sempre tem um alguém a olhar por nós, querendo que o amor prevaleça.

O mundo precisa mais de amor, do amor entre os filhos ou as criaturas, como queiram, e respeitemos, mas que prevaleça. Amando-nos, fazemos a vontade do pai, de quem sofre, certamente, com tudo que acontece de mal com a humanidade. Esforcemo-nos para tornar o mundo melhor. Lutemos pela paz, pela harmonia entre os povos, e deixemos a vaidade de lado, pois quem teria tudo para se comportar assim e foi o maior exemplo de humildade, que é Jesus Cristo, jamais se apresentou assim.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

DICAS PARA PRODUZIR UMA REDAÇÃO DE SUCESSO

Preparar o aluno para que tenha sucesso na produção de uma redação do Enem é muito mais que lhe permitir conhecimentos estruturais e gramaticais, é conscientizá-lo que precisa de conhecimentos diversos, também conhecidos como cultura.
Por meio da Leitura de livros, jornais e revistas; da participação em palestras; do acompanhamento de entrevistas em que se discutem variados temas; e até em conversas informais é possível adquirir conhecimentos necessários para permitir uma argumentação segura, que dê uma "cara" de autoria.
Porém, para que essa argumentação seja coerente, faz-se necessário o conhecimento da Língua Portuguesa, que, por meio de sua gramática normativa, mais precisamente de sua sintaxe, ajuda na montagem de um texto rico em elementos coesivos.
Portanto, entenda que produzir uma redação é como montar um quebra-cabeça, ou seja, à medida que ligamos as peças, tornam-se coerentes a ponto de se idealizar o que se quer montar, contudo, se passarmos a retirar peça por peça, sequencial e aleatoriamente, depois de montado por completo, perde sua identidade.
Pense nisso!

ABENÇOADAS CHUVAS


Dias chuvosos em Fortaleza. Também em grande parte do nosso estado.
Nuvens carregadas de bênçãos para derramar suas águas nos secos açudes, sofridos pela sua escassez, estas mesmas que se confundem com lágrimas do padecido agricultor.
Como é triste ver o secular açude Cedro, em Quixadá, ainda com sua beleza singular, seco, sob o domínio da erosão! Como é de lamentar saber que o colossal açude do Castanhão mostra as ruínas da antiga Jaguaribara! Como é saudoso passar sobre o açude de Pentecoste, nas idas e vindas para Apuiarés, e não sentir a brisa fresca de suas águas tocar com sua maciez a nossa pele!
Precisamos de chuvas, meu Deus! É a maior riqueza do nordestino!
Abençoe-nos para que venha o suficiente para gerar muita fartura,bem como para que possamos saborear pescados dos nossos açudes, o milho e o feijão verde. Que a "Semana Santa" seja bem diferente dos últimos cinco anos.
Agradeço, Senhor, por dormir e acordar com nuvens escuras e carregadas, ao som da chuva e com essa sensação de frieza, mesmo que os termômetros não a justifiquem.
Como é bom ver o cearense agasalhado, como se estivesse nas serras gauchas!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SAIBA O QUE UMA ALEGORIA

Alegoria, como o nome mesmo sugere, é algo grande e chamativo, ou seja, simplificando é o acumulo de metáforas referindo-se ao mesmo objeto. Esta é uma figura de linguagem que pode ser considerada mais poética que qualquer outra coisa, pois, busca revelar algo através de outras coisas.
 Quando há o uso de alegoria as palavras que compõem a sentença estão transladadas para um plano que não lhes é comum e fique atento porque haverá dois sentidos, um que é referencial e outro metafórico.
 Alguns professores evocam este exemplo da obra de Machado de Assis:
 “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente…”
 Note que é uma perfeita alegoria, há um acumulo de metáforas que tem o objetivo de referenciar um único objeto, a vida.

Linda canção!


PRESTE ATENÇÃO E NÃO ERRE MAIS!

“A maioria”

O termo está no singular e até tem artigo vem acompanhado de artigo definido, mas se o que vier depois estiver no plural (como geralmente está), com o que o verbo deve concordar? 
Nesses casos, a regra é flexível: você pode escolher! Mesmo assim, para evitar mal-entendidos, nosso conselho é preferir manter o singular, optando pela chamada concordância gramatical (por oposição à atrativa, que concorda com o elemento mais próximo). Suas frases então vão ficar assim:
  • A maioria das pessoas gosta de chocolate.
  • O governo procurou atender aos pedidos que as maiorias fizeram.
  • O mesmo vale para outras expressões partitivas (como “a maior parte”, “a minoria”, “metade de”, “o resto de”, etc.):
  • A maior parte dos funcionários almoça na empresa.
  • O restante dos trabalhadores ficará por aqui.

CONTO SOBRE O ECO



Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, seu filho cai, se machuca e grita: - Ai! Para sua surpresa, escuta uma voz que repete, em algum lugar da montanha: - Ai!
Curioso, pergunta: - quem és? Recebe como resposta: - quem és?
Contrariado, grita: - não te escondas e mostra a cara! e escuta a resposta:
- não te escondas e mostra a cara!
O pai sorriu e lhe disse: - filho, presta atenção. Então ele grita: - és um campeão! A voz responde: és um campeão!
O menino fica surpreso e não entende. Então lhe explica o pai:
- As pessoas chamam a isso "eco", porém é mais que isso. Na realidade, isso é a vida. Ela dá de regresso tudo o que tu dizes ou fazes. Nossa vida é um reflexo de nossas ações. Se queres mais amor no mundo, cria mais amor em teu coração. Se queres mais capacidade em tua equipe, desenvolva sua capacidade. Tua vida não é uma coincidência, e sim uma conseqüência de ti mesmo.

O MUNDO SEGUNDO OS BRASILEIROS: TORONTO/CANADÁ


EXPRESSÃO DE CEARENSE

A cada dia uma expressão típica de cearense. A de hoje é...


CURUBA
Coceira persistente provocada por algum micro-organismo que penetra na pele.

ALGUNS ERROS COMUNS DE PORTUGUÊS


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O HOMEM, UMA ÁRVORE

por Carlos Delano Rebouças


O canal Discovery é mesmo sensacional. Vale a pena ter uma TV por assinatura só pela sua existência na sua grade. Hoje vi como pode, com a sua programação, diga-se de passagem, extraordinária, influenciar-nos nas mais diferentes reflexões. Hoje percebi como a natureza pode nos reservar semelhanças.


Conhecendo a ilha de Córsega, em território francês, pude viajar não somente nas suas belezas naturais, na sua arquitetura, na sua história, e nem tão menos no costume de seu povo, mas sim, em tudo isso e mais um pouco.  Ou seja, realizei uma viagem no meu imaginário, e descobri, quando no episódio foi abordada a sua exuberante flora, com suas magníficas florestas, as quais oferecem um incomparável pano de fundo para seus castelos, igrejas, casas, que como o homem é felizardo ao se comparar com a tudo que a natureza pode oferecer.


Sessenta metros de altura e até 500 anos de vida: estas são características singulares de um pinheiro típico da ilha de Córsega. Como é preservada essa espécie de planta, aliás, todas as outras existentes, mas o pinheiro possui algo de especial! O desejo de todos é que vivam eternamente, mas para tudo isso funcionar como desejam, faz-se necessário muito empenho, dedicação e comprometimento, diante da conscientização que aquela floresta e o planeta terra muito precisam daquela espécie.


Vendo toda a imponência daquelas árvores - altas, fortes e de troncos de extenso diâmetro - senti que involuntariamente passam uma altivez digna de louvor, ao mesmo tempo, que podem permitir, especialmente a nós, humanos, seus impiedosos predadores, uma reflexão perfeita sobre muita coisa que podemos enxergar nelas, para a nossa edificação humana.


Como podemos ser tão parecidos e diferentes ao mesmo tempo, e como somos inferiores nas nossas ações?


Os pinheiros da ilha de Córsega, com seus 60 metros de altura, conseguem a chegar aos 500 anos, devido simplesmente possuir uma base muito bem fortalecida, com rígidas raízes, extensas, que permitem sustentar toda a sua estrutura que cresce com sentido aos céus. Alcança alturas surpreendentes; fincada ao solo que tem como base de sua existência, sob a bênção da mãe natureza, com olhos bem abertos para as atitudes do homem.


O homem, infelizmente nem sempre é assim; quem dera, parecesse um pinheiro. Deseja sempre crescer a qualquer custo e colher frutos nem sempre de uma colheita semeada, mas quase sempre renega suas origens, além de desvalorizar, na maioria das vezes, investimentos necessários para o fortalecimento de sua base, quando a semente é a educação, a ética e a cidadania.


Quão injusto é o homem consigo mesmo, não é verdade amigos? Recebe a semente, mas não tem sabedoria para plantar, semear e colher seus frutos. E ainda consegue encontrar argumentos para cobrar, exigir e até justificar muita coisa que sequer se esforçou para fazer jus aos seus resultados. Torna-se, o homem, uma grande massa física, que parece ter força e resistência, e vida longa, mas nada disso se confirma, já que está estabelecida numa base fragilizada de conhecimento e de sabedoria, que em nada remete a vislumbrar uma vida longa e de sucesso, muito pelo contrário.


Mas ele, o homem, quer mostrar-se forte. Arma-se de uma serra motorizada, daquelas que só o seu barulho é o suficiente para causar indignação em qualquer pessoa sensata, e manda abaixo aquele imenso pinheiro. Cai aquela estrutura, que outrora parecia imponente, diante da ambição humana, de sua fraqueza e de sua pequenez.


Como somos injustos com a mão natureza! Assim é como age o homem em tantas partes do mundo, exceto, naquela bela floresta da ilha de Córsega.


De parabéns está a Discovery com a sua programação. De parabéns também está a população francesa, em especial, daquela pacata ilha europeia. Que ensinamentos estão nos dando. Obrigado gigante pinheiro, que carrego no meu sobrenome, que me inspirou a tratar de sua delicadeza e a contribuir para a edificação humana.

REFLITA!


METALINGUAGEM

No poema "Desencanto" de Manuel Bandeira (1886-1968) por meio da linguagem poética, o escritor utiliza-se da propriedade da metalinguagem, na medida em que escreve um poema sobre o conteúdo e as ideias referentes a própria poesia e seus versos.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento...de desencanto
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa...remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

Eu faço versos como quem morre.
(Manuel Bandeira)

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