segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A GRANDE FAMÍLIA QUE RETRATA A REALIDADE


por Carlos Delano Rebouças

A Grande Família da rede Globo, semanal que fez parte da nossa vida por tantos longos anos, retrata uma realidade comum da vida de todos nós, brasileiros comuns, com os mesmos vícios e costumes.

Lineu há anos sempre daquele jeito, certinho, correto, incomodando com o seu jeito de ser. Funcionário público raro nos dias de hoje. Já a Dona Nenê - a mãezona típica de uma realidade que conhecemos bem - é a típica dona de casa, que visa sempre zelar pela paz e a harmonia em família. Faz lembrar outra Dona Nenê que fez e faz parte de minha vida. Saudades, minha sogra!

Lineu e Nenê são na verdade dois personagens que fazem, ao lado dos filhos e neto, e do genro Agostinho, além de todos os seus vizinhos de bairro, comparar nossas vidas, real e fictícia, confundindo-nos, e levando-nos a entender que somos bem parecidos, aliás, totalmente parecidos em todos os aspectos.

Mas que figura é esse Agostinho, gente! Alguém tem ou queria ter um cunhado ou genro desses?

Brigamos em família e discutimos em sociedade, até ficamos ressentidos e, às vezes, intrigados. Faz parte, mas na verdade são comportamentos típicos de uma família brasileira, com todas as qualidades e defeitos possíveis e aceitáveis.
  
Muito feliz o idealizador do programa, não acham, em identificar com tanta felicidade tantos tipos comportamentais de nossa sociedade, fazendo-nos rir de suas atitudes, que também são tão nossas?

Mas que saudade do ‘Seu Floriano, ou simplesmente, Seu Flor, personagem do grande Rogério Cardoso. Fez o brasileiro rir tanto de um avô tão diferente de muitos que existe neste Brasil, sofrido, explorado, abandonado, que só chora e faz quem tem dignidade, chorar. Quem não gostaria de ter um avô como ele?

Essa grande família briga muito, desentende-se demais, mas não mexa com um deles, que logo se unem na defesa daquilo que mais os unem: o amor. Não admitem que venham desrespeitar um de seus membros, mesmo que seja o Agostinho ou o Tuco,  aparentemente acomodados, mas vistos como ‘gente boa’ e de  “grande coração”.

Essa família Silva é de fato uma ‘grande família’. Acolhe tanta gente no seu convívio. O Beiçola e o Paulão que digam. Podem dizer que são como parte dela. Alguém tem alguma dúvida?

Assim somos nós, também. Brigamos, unimo-nos, choramos e sorrimos, sempre, rotineiramente, na certeza de que se não for assim, não é família. Precisamos entender e compreender que funciona assim mesmo, independente da intensidade. Também é necessário que tenhamos sabedoria e domínio de nossas ações, atitudes, para que não extrapolemos os limites, a fim de que possamos depois, rever, relembrar as situações vividas e quem sabe, dar aquela gargalhada.


Vamos identificar quem é o Lineu, Dona Nenê, Tuco, Bebel, Agostinho, Floriano, Seu Floriano (avô), Florianinho (neto), Paulão, Beiçola e tantos outros, menos conhecidos, porém, nem tão menos importantes, nas nossas vidas? Não seria difícil, pois somos uma grande família, sim, e se olharmos e analisarmos bem, com os mesmos comportamentos, dignos de um filme ou programa de TV. 

domingo, 29 de janeiro de 2017

PENSAMENTO DO DIA

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão

EXPRESSÃO DE CEARENSE

A cada dia uma expressão típica de cearense. A de hoje é...



PASTORAR
Vigiar, espreitar alguém (Termo mais usado nas cidades do interior e no campo). “Eu passei o dia pastorando pra ver se a raposa vinha comer as minhas galinhas!”.

LINDA CANÇÃO!


FLORBELA ESPANCA: SÍMBOLO POÉTICO DO MODERNISMO

Florbela Espanca foi batizada como Flor Bela Lobo, e que optou por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa da escola modernista na sua primeira fase.


A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotizaçãofeminilidade panteísmo (identificação total entre Deus e o universo).
Um de seus mais belos poemas é Fanatismo, que inclusive o cantor cearense Fagner gravou com muito sucesso.



Fanatismo


Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!


Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!


Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."

HUMANIDADE: À BEIRA DE UMA CATÁSTROFE ÉTICA E MORAL

por Carlos Delano Rebouças

Se alguém afirmar que o que acontece no mundo é absolutamente diferente de tudo que aconteceu, em épocas passadas, fiquemos à vontade para contrariar tal colocação, por acreditar que o que pode diferir são comportamentos e atitudes, e não, teses.

A humanidade sempre se apresentou com os mesmos pensamentos, nas mais diferentes épocas, e nas mais diferentes culturas. A evolução ratificada é retratada nas mais diferentes atitudes, percebidas, e nas ações tomadas, que outrora não aconteciam, podem ser justificadas por hábitos e costumes que não mais existem, que se perderam com o tempo, e que hoje, confundem-se com liberdade, travestida em normalidade, que em nada representa naturalidade.

Infidelidade, deslealdade, homossexualidade, roubo, violência, incesto, e outras particularidades que permeiam o mundo de hoje, e que representam, para muitos, absurdos abomináveis, inaceitáveis, apesar de ter seus defensores, precisam ser melhores tratados. São vistos como comportamentos, escolhas e condições compreensíveis no mundo moderno, defendidos em cores e ritmos, nos mais diversos locais e canais, mas se o devido cuidado.

Não quero parecer preconceituoso, quanto mais, antiquado. Toda a defesa apresentada é compreensiva, diante da afirmação que sempre fizeram parte da sociedade. Reis e rainhas, imperadores, sultões e toda uma burguesia, das mais diferentes civilizações, antes e depois da era cristã, sempre tiveram suas festas regadas a muitas orgias. Quantos grandes nomes da história mundial foram homossexuais, quantas traições, quantos se comportaram de forma desleal nas suas conquistas, mas os ladrões, plebeus, eram punidos com mutilações ou morte?

A sociedade passada até parecia ser hipócrita ou seria, na realidade. Porém, eram mais cautelosos na sua exposição. Essa cautela não acontecia somente por medo da opinião publica, não, ou seja, do que iam pensar e falar sobre suas atitudes. De fato, existia era o respeito pela entidade família, pelos pais, que os educou mesmo com todo o conservadorismo, mas que predominava o respeito.

Hoje não acontece mais isso. Os pais são expostos em rede nacional e ainda tem que engolir que isso é normal. Filho é preso e descaradamente manda abraço e beijo para mãe que o assiste na TV. Emissoras de TV fazem apologia a todo e qualquer tipo de desvio de conduta, a qual a sociedade desconhece ainda como normal, em busca, simplesmente, de audiência e sustentabilidade.

Falta bom senso, sobra incoerência. Somo livres para fazermos nossas escolhas, mas devemos ser responsáveis para com nossas ações, e muito menos, ingratos com aqueles que nos puseram no mundo. 

ESQUECE E VEM


PRESTE ATENÇÃO E NÃO ERRE MAIS

SERÍSSIMO/ SERIÍSSIMO
Forma incorreto: O problema é seríssimo.

Forma correta: O problema é seriíssimo.
Explicação: Os adjetivos terminados em "io" antecedido de consoante possuem, formalmente, o superlativo com "ii". Contudo, popularmente, aceita-se a construção "seríssimo".

PRECONCEITO LINGUÍSTICO: MUITO PRAZER!

Ontem, assistindo a uma aula do colega Professor Alexandre Costa, em um curso de MBA, foi levantada uma discussão sobre formas de preconceito. Diante dela, um debate construtivo foi estabelecido.
Varias manifestações preconceituosas foram debatidas, aquelas que sabemos muito bem decliná-las sem pestanejar. Contudo, uma delas procurei apresentar, pois para alguns parecia desconhecida.

O preconceito linguístico, este mesmo que pode vitimar todos que já sofrem discriminação racial, social, religiosa e tantas outras, pode também ser o algoz de quem os protagonizam, os mesmos que carregam em seu coração todo um ódio edificado sobre um ponto de vista criado e lapidado desde a concepção, por uma educação mal desenvolvida, que não sabem se manifestar pela linguagem verbal (oral e escrita).

Ante essa deficiência comunicativa, entre tantas causas que a justificam, existe a falta de domínio de nossa língua quanto ao seu conhecimento gramatical. Falta aquela aproximação a sua norma culta que, como consequência, muitos daqueles mais íntimos da língua de Fernando Pessoa logo identificam falhas e erros na sua construção e, impiedosamente, retribuem com uma risada de deboche. Passam a sofrer o preconceito linguístico. Não escolhe cor, raça, religião, muito menos condição econômica e social. 

Cuidado!



REFLITA SORRINDO!


Eis a realidade da educação do Brasil travestida de muito humor. É rir para não chorar.

ALGUMAS DICAS DE CRASE


A DEDICAÇÃO

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não, papai! - o garoto respondeu sonolento e choroso.
- Olha, aqui está o dinheiro que você me pediu: Um real.
- Muito obrigado, papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?

LIÇÃO DE VIDA


sábado, 28 de janeiro de 2017

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

por Carlos Delano Rebouças

Hoje, veio-me à lembrança recordações de minha infância, de minha adolescência e de tantas coisas vividas em família, entre amigos, e que muito se perdeu com o tempo, restando-me somente indagações para as suas justificativas.

Lembrei-me dos tempos de criança, no bairro onde nasci e me criei. Do saudoso Educandário Cassimiro de Abreu, dos professores, dos funcionários e colegas. Depois do Instituto Pedagógico Assunção, colégio Rui Barbosa e os tempos de faculdade. Que boa lembrança do amigo João da Pipoqueira, que permitia-nos, ao fim de sua jornada diária de trabalho, no período invernoso, fritarmos “bundinha” de formigas tanajuras, que colhíamos, para mostrar que éramos de coragem.

Quanto tempo passou, hein? Até na construção, em regime de mutirão, de nossa paróquia de Nossa Senhora da Assunção, estivemos presentes. Moleques, todos nós, na época, orgulhamo-nos até hoje de ter feito parte da edificação de um templo tão importante para o nosso bairro.

Lembrei-me também das inúmeras brincadeiras nas ruas do meu bairro, na área verde que circundava o conjunto onde morávamos. Era a porta de entrada para um manguezal que hoje perdeu a sua beleza, o seu encanto, para a especulação imobiliária. Nesse tempo, brincávamos à vontade no meio do mato, colhendo frutos, banhando-se nas lagoas, pescando nos córregos, alheios a uma insegurança que teimávamos em acreditar existir, e que hoje, insiste em nos fazer acreditar que um dia pode acabar.

Amigos de bairro, vizinhos de rua, e até aqueles que não tínhamos tanta aproximação, eram como nossos irmãos. Se brigássemos por uma bobagem qualquer, logo estaríamos em paz. Éramos como uma família e acreditávamos que irmãos não podiam ficar intrigados. Hoje, é bem diferente, não é?

Com o passar do tempo, muita coisa mudou. A caixa d´água da esquina de minha casa não existe mais. Nela, de seus quase 18 metros e de escadas perigosas, subi muitas vezes para soltar arraia lá de cima. Lembro o dia que o Sr. Reinaldo, que Deus o tenha num bom lugar, me viu lá da frente de sua casa e contou para meu pai. Desci às pressas, diante dos gritos de meu pai e a batida de seu cinto na sua perna.  Pena que escapei da peia naquele momento, mas em casa... Bons tempos que não voltam mais.

Com o tempo perdi alguns poucos amigos para a criminalidade. Pessoas boas que optaram por seguir caminhos tortuosos, e que hoje, se alguns não mais estão entre nós,  estão levando uma vida marginalizada, em meio às drogas, porém, merecedores de todo o nosso respeito e consideração. Não podemos virar as costas para quem fez ou faz parte de nossas vidas. Escolhas são feitas, caminhos são traçados, e lembranças existem, boas ou ruins, mas existem, e servem também para refletirmos sobre nossas vidas, hoje.

Já não moro no mesmo bairro. Segui minha vida e moro em outro, próximo, na mesma cidade. Entretanto, o Conjunto Residencial Cidade de Nova Assunção, que pouca gente sabe que é o seu nome original, e o bairro Barra do Ceará estão e estarão, sempre, na minha memória e coração. Meus pais ainda moram lá, e aquela casa, deles, ainda posso dizer que é minha.

Muitos amigos e vizinhos ainda permanecem no bairro onde nascemos, e que é ainda é nosso. Lá, dão continuidade às suas novas gerações. Se não temos mais tanta aproximação uns com os outros, por motivos diversos, já que os caminhos são seguidos em sentidos diferentes, uma certeza existe, a de que o respeito permanece.

Não queria esquecer de citar ninguém, quanto menos de algum detalhe importante da minha infância e juventude. Seria no mínimo injusto. São tão bons de serem recordados. Representam marcas na nossa vida, jamais apagadas.

O mundo dá suas voltas, ninguém pode negar. Caminhos são seguidos, como diferentes direções, por cada um de nós. Mas memórias existem para ajudarmos a recordar do nosso passado, mesmo que não seja garantia de uma boa lembrança, e não sendo, que sirva para entender que pode ter servido ou servir para dar uma volta por cima na vida.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ADEUS: CINCO LETRAS QUE CHORAM

Autor: Carlos Delano Rebouças

A dor de uma perda, para quem já vivenciou a despedida deste mundo por alguém que ama ou tem um carinho especial, parece se tratar de um sentimento incomparável, de imensa tristeza, que pode transformar o mais forte dos homens num ser pequeno, com um imenso vazio dentro do peito. Assim é lidar com a morte.

Mesmo enxergado a morte como um descanso eterno, uma mudança de dimensão ou uma desmaterialização, como queiram, precisa ser muito forte e preparado para assimilar a sua chegada, principalmente para aqueles que convivem ou estimam com maior intensidade. É muito difícil entender, aceitar e compreender ter que passar a viver sem a existência de uma pessoa ou um ser que dividiu tantos momentos ao seu lado.

Às vezes, dar um tchau, um até logo ou um adeus para um familiar, um amigo, um vizinho ou um colega de empresa, que conviveu ao seu lado por longos anos, e de repente, por alguma circunstância da vida, teve que viajar para uma cidade ou até um país bem distante, pode ser visto como uma situação extremamente difícil, ou seja, passar a não mais ter aquela pessoa no seu convívio diário, dividindo momentos, felizes ou não, mas pertinho, faz se derramar muitas lágrimas e nascer no coração um sentimento de perda, de vazio.

Porém, quando uma determinada pessoa ou ser pode não mais voltar, diante de sua viagem final, o sentimento parece ser mais forte, mais doloroso, que somente com a misericórdia de Deus pode ser administrado.

O adeus é uma palavra muito difícil de pronunciar e de se ouvir, quando o sentimento é verdadeiro e reciproco entre as partes, Emissor e receptor, e certamente cada uma de suas letras representa uma lágrima a ser derramada.

Que estejamos sempre preparados e nos preparando para pronunciá-la e ouvi-la, para que a dor seja menor e mais administrável, já que inevitavelmente faz parte de nossas vidas, desde a nossa existência, até o dia final.

A PEDRA


EXERCITE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE CONCORDÂNCIA NOMINAL


1) Assinale a alternativa em que ocorreu erro de concordância nominal.

a) livro e revista velhos
b) aliança e anel bonito
c) rio e floresta antiga
d) homem, mulher e criança distraídas

2) Assinale a frase que contraria a norma culta quanto à concordância nominal.

a) Falou bastantes verdades.
b) Já estou quites com o colégio.
c) Nós continuávamos alerta.
d) Haverá menos dificuldades na prova.

3) Há erro de concordância nominal na frase:

a) Nenhuns motivos me fariam ir.
b) Estavam bastante fracos.
c) Muito obrigada, disse a mulher.
d) Foi um crime de lesa-cristianismo.

4) Está correta quanto à concordância nominal a frase:

a) Levou camisa, calça e bermuda velhos.
b) As crianças mesmo consertariam tudo.
c) Trabalhava esperançoso o rapaz e a moça.
d) Preocupadas, a mãe, a filha e o filho resolveram sair.

5) Cometeu-se erro no emprego de ANEXO em:

a) Anexas seguirão as fotocópias.
b) Em anexo estou mandando dois documentos.
c) Estão anexos a certidão e o requerimento.
d) Anexo seguiu uma foto.

AUGUSTO DOS ANJOS


ORIGEM DO TERMO "COMER COM OS OLHOS"

A origem da expressão popular “comer com os olhos” deu-se por cerimônias religiosas fúnebres, realizadas por romanos, durante o século VIII a.C. – Roma Antiga. Nessas cerimônias, haviam banquetes oferecidos aos deuses, cujo os alimentos não podiam ser consumidos ou tocados. Apenas observados. Daí a expressão: “Comer com os olhos”, ou seja, apreciar, observar ou desejar um objeto/indivíduo – sem o contato físico.


BRASIL: PAÍS DE TANTOS DOUTORES

Autor: Carlos Delano Rebouças

O povo brasileiro é de fato um povo singular nas suas definições, não é verdade, amigos? Basta vestir um jaleco ou ser um representante da justiça, por exemplo, que já são chamados de doutores.

Médicos, enfermeiros, juízes, delegados, e até policiais, dentre outros, são os profissionais mais comuns que recebem o tratamento de doutor. E, obviamente, adoram receber esse título, sem mesmo fazer por merecer.

O título de doutor é algo que no Brasil é injustamente utilizado, tanto pela falta de conhecimento, quanto pela postura preconceituosa da grande massa que compõe a nossa sociedade. Usamos de dois pesos e duas pedidas para atribuí-los, por conveniência, ignorância e preconceito, e assim, acabamos beneficiado profissionais que não são doutores de nada, nem de instrução, nem menos, de conhecimento de vida, de mundo.

Aprendi ao longo de minha vida, que doutor é sinônimo de conhecimento. No latim, “doctor” significa sábio. Assim, independentemente de se possuir uma formação superior em determinadas áreas do conhecimento, podemos ser doutores, sempre.

Também sabemos que doutor é aquele que possui o título de doutor, diante do pré-requisito de uma formação superior, graduação. Este título pode ser em qualquer área do conhecimento, e não, somente para profissionais de saúde e do direito.
São discernimentos distantes de uma maioria, e bem próximos de uma minoria, que prefere contrariá-los, fazendo com que continuemos errando na intitulação de doutores, e sendo injustos em reconhecer os verdadeiros.

Mas essa cultura parece que nunca vai mudar - que é a de acharmos que doutores são somente médicos, enfermeiros, delegados, juízes e tantos outros, como já referido, das suas áreas profissionais. Tem gente que une dois tratamentos, e quem os recebe, adora, e, se duvidar, até desgosta quando não usado. Com a palavra os “Doutores Delegados de polícia” ou os “Doutores Juízes” de direito.

Sejamos sensatos na atribuição de títulos e nos nossos tratamentos. Sejamos mais justos e menos preconceituosos em reconhecer que ser doutor também é sinônimo de conhecimento, independente da instrução e posição social.

Lembre-se! O mundo não existe sem a contribuição de todos os profissionais, doutores nas suas profissões e nas mais variadas áreas, possuindo ou não formação superior ou título de doutor, desde que prevaleça a certeza de que seus conhecimentos são importantes e impreteríveis para um mundo melhor.

EXPRESSÃO DE CEARENSE

A cada dia uma expressão típica de cearense. A de hoje é...


ÚLTIMO TIRO NA MACACA
Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não casou.


Ex.: Pense numa mulher que não vai se casar, pois já deu último tiro da macaca.

Linda canção!


NAVIO NO ESTALEIRO


Fiz uma visita a um estaleiro um tempo atrás. Algumas coisas me impressionaram. Mas principalmente a necessidade que os barcos têm de limpeza em seu casco. Uma "sujeira" que a gente não vê, mas que faz uma diferença tremenda em seu desempenho e afeta, até, sua vida útil. "Todo barco precisa de um tempo no estaleiro", disse-me o velho marinheiro. Logo veio à mente a minha própria vida. Quantas coisas vão se acumulando em nosso "casco", coisas que vão nos impedindo de correr mais rápido, de alcançar objetivos sonhados, coisas que prejudicam nosso desempenho como pessoas no lar, no trabalho, com amigos, etc. Nossa tendência natural é nos entregarmos às muitas atividades, às rotinas que não nos permitem parar. Não dá, mesmo, para pensar! Enquanto isso, vão se acumulando em nossos "cascos" uma quantidade enorme de "limo emocional e espiritual". Tanto que a pessoa percebe que algo está errado. Procura tomar remédios entregando-se a terapias superficiais. Tenta aliviar a carga espiritual entrando em uma igreja, lendo um trecho da Bíblia recomendado por alguém, mas não consegue nada duradouro porque seu problema está muito mais encrostado do que quer admitir. Um tratamento rápido e indolor não pode obter êxito. Precisamos parar no estaleiro. Precisamos empregar tempo sério para "limparmos o casco" e recobrarmos nossa sanidade emocional e espiritual.
Como? Um bom começo seria:
"Roubeum tempo de seu tempo para ficar a sós, em um lugar calmo. Pegue uma folha de papel para descrever sua vida nos últimos tempos. Qual sua impressão? Quais são as motivações verdadeiras por detrás de suas rotinas e maneiras de pensar e sentir?  Peça a ajuda de Deus para esse processo.
O texto do Salmo no capítulo 139, verso 23, pode ajudar: "Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos." "Examinar" traz a idéia de "virar a pedra do jardim". O que se vê sob ela? Vermes e fungos que habitam ali e a sujeira que estava oculta. Tudo debaixo da aparência lisa e bem pintada da pedra.
Aliste os "vermes", "fungos" e "limo" presentes debaixo "da pedra" e que tem impedido você de "navegar mais velozmente" e alcançar "o mar aberto" para sua vida.
Pense em um projeto prático para cada um dos aspectos interiores não tratados. "Projetos práticos" são atividades objetivas, com data marcada, com base no desejo sincero de "limpeza interior" (mesmo que doa) e que entrarão em sua pilha de prioridades máximas. Lembre-se de que sua "saúde emocional e espiritual" estão em jogo!
Busque um "porto seguro" para começar tudo isso! Em minha vida tem sido meu compromisso pessoal com Deus, a aplicação dos princípios claros de vida presentes na Bíblia (por exemplo o livro de Provérbios) e a ajuda de amigos verdadeiros, que tenham a mesma preocupação de crescimento e com a mesma base de princípios, e que me confrontem e aconselhem.
Sua vida é muito preciosa para ser levada de qualquer jeito!
Sua vida é muito preciosa para não se desenvolver!
Sua vida é muito preciosa para não ser tratada corretamente!
Sua vida é muito preciosa para ficar longe de Deus!

Espero que seu tempo no "estaleiro" seja muito especial, sempre em companhia do especialista em barcos que precisam de reparos para a eternidade, sujos e desgastados - Jesus.

TAREFA x RESULTADOS


DICA DE PORTUGUÊS

Com a nova reforma ortográfica o termo perdeu o acento agudo. Segue na mesma linha de raciocínio outros, como: ideia, assembleia, jiboia, plateia etc.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ESCOLHAS E VALORES


por Carlos Delano Rebouças

Livre como um pássaro, eu busco a todo instante a minha liberdade. Quero sim, ser livre para desbravar o mundo, como seu legítimo cidadão.

Assim pensa Fausto, cidadão brasileiro que optou em viver nas ruas, dormir em praças ou em baixo de marquises, ao relento, a continuar a levar sua vida em família, como qualquer cidadão enxergado como normal deste mundo. Mas por quais outras razões, além da citada inicialmente, pode levar Fausto e tantos outros a adotar esse estilo de vida?

Um dia ouvi de um ex-colega de trabalho, vivido, que na vida tudo pode ser explicado, mas nem sempre justificado. No caso de Fausto, pode até apresentar explicações, porém, justificá-las, para muita gente, será muito difícil e quem sabe, impossível. Como pode alguém abandonar todo o conforto de sua casa para viver nas ruas, exposto ao tempo, aos perigos, e ainda defender que foi uma atitude pensada e correta?

Pode. Sempre existem e existirão explicações para as nossas atitudes, independente de que sejam aceitas. Vários são os fatores que levam a adoção de um novo estilo de vida, e para Fausto, certamente não os faltaram. Obviamente alguém deve ter dito que Fausto radicalizou na sua decisão, mas para ser feliz, independentemente da forma buscada, não pensou duas vezes. Jogou tudo para o ar, deixou tudo para trás, e começou uma nova vida.

Quantos questionamentos surgem e surgiram diante da atitude tomada por Fausto, não é?

Deve ter ficado louco; passou por alguma desilusão; sempre foi esquisito; que aparecer; ou deve ter se envolvido com drogas. Estas e outras conclusões, quase sempre infundadas, são apresentadas pela sociedade, pelas pessoas mais próximas, e até por familiares. Conclusões que denigrem uma imagem, uma reputação de alguém que até então, parecia inquestionável.

Mas nós somos assim mesmo – preconceituosos, conservadores e impiedosos – e ninguém escapa da ferina língua humana. Fausto não seria diferente. Sua atitude, apesar de estranha, questionável e inaceitável representa ser um passo típico de quem não hesita em busca a sua felicidade, independente do preço a se pagar. Passo este dado por tantos “Faustos” nesse mundo, que, apesar de serem vistos como loucos, demonstram ter valores, dentre eles, atitude.

Fausto leva a sua nova vida, como um pássaro, livre, sorrindo e feliz, conforme entende ser interessante. Essa foi sua escolha e devemos respeitá-la. Caso alguém ache que não pode ser feliz vivendo nas ruas, aproxime-se de algum “Fausto” de nossas ruas, mas faça isso de coração e mente limpa, isentas de prejulgamentos, que certamente, construirá uma nova concepção sobre valores. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A real insignificância do ser


por Carlos Delano Rebouças

Confesso que não costumo assistir tanto, principalmente nos últimos tempos, mas muitas matérias exibidas nos sanguinários programas policiais da televisão brasileira me chamaram a atenção por diversos aspectos, principalmente, aqueles que se referem a valores humanos.

É fato a crescente evolução da insegurança em nosso país e a prática de crimes diversos, principalmente, homicídios. É fato que a visão sobre a vida está banalizada e que existe um total abandono pelas autoridades públicas sobre a sua qualidade e manutenção. Tudo isso é fato, indiscutível.

Mas o comportamento humano é que preocupa, não somente aquele que leva à prática de crimes, reprováveis pela sociedade e abominados em todos os seus aspectos, porém, não mais pela sua maioria. Até parece que passamos a encarar determinados comportamentos como naturais e aceitáveis, que outrora, eram inteiramente combatidos.

Hoje, quem rouba, trafica, engana e até mata, infelizmente, adquire seu respeito na sociedade. Mas quem os respeita de verdade? São pessoas que perderam absolutamente a noção de cidadania, de respeito e de valores? Membros da sociedade que valorizam o “ter” em detrimento do “ser”. Não importa como adquiriu ou conquistou. Importa, sim, o que tem no momento. Prazer e felicidade efêmeros.

Fico extremamente estarrecido quando vejo um corpo caído ao chão, sem vida, cercado por tantas pessoas que não mais sabem valorizar a vida. Debocham da pessoa, demonstram todos os preconceitos que carregam no coração, analisando a estética, as roupas, a cor e a forma como o corpo caiu e permaneceu, até a chegada da imprensa, que com suas lentes, chamam a atenção para registros de risos e gestos, alheios ao sofrimento da família e a dor da perda. Tal descrição levou-me a lembrar do magnífico conto de Dalton Trevisan, intitulado “Uma vela para Dario”.

O homem está perdendo a noção das coisas, aliás, de tudo. Demonstra com suas atitudes um real retrocesso quanto a sua evolução. Sentimento não tem mais. Dor não mais sente nem compartilha. Não se sensibiliza mais com o sofrimento alheio. Vale mais os seus interesses e o desejo de conquistar algo palpável, tangível, bem distante de alimentar um abstrato sentimento de amor pelo seu semelhante.

E o que podemos dizer de tudo isso? Qual a mensagem que podemos nos deixar e transmitir?  Resta, somente, dizer: “Muda homem! Muda logo, antes que chegue a hora do arrependimento, pois, pelo que prevemos, a fila vai está muito extensa”. 

ESPANHOLA NA VOZ DE FLÁVIO VENTURINI


PREPOSIÇÃO E ARTIGO: UM CASAMENTO PERFEITO


PARÁBOLA DO DIA

Gandhi e o professor arrogante

 



Enquanto estudava Direito na University College, de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Certo dia o professor Peters almoçava no refeitório da Universidade quando o aluno, com sua bandeja, senta-se ao seu lado.

O professor, altivo, diz:

- Sr. Gandhi, você não entende ... Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.

Gandhi respondeu-lhe:

- Fique tranquilo, professor. Eu vou voando... - e mudou-se para outra mesa.

Mr. Peters, enfurecido, decidiu vingar-se no dia seguinte, quando uma prova seria aplicada. Mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada questão. Então, o professor fez-lhe mais uma pergunta:

- Sr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco contendo em seu interior a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro. Qual dos dois o sr. escolhe?
Gandhi responde-lhe, sem hesitar:

- É claro, professor, que fico com o dinheiro!
O professor Peters, sorrindo, diz:

- Eu, ao contrário, teria agarrado a sabedoria, você não acha?
- Compreendo... Cada um escolhe o que não tem! - responde Gandhi.

O professor Peters fica histérico e escreve no papel da pergunta: “Idiota!”.
O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos, dirige-se ao professor e diz:

- Mr. Peters, reparo que assinou a minha folha, mas não colocou a nota?

MORAL DA HISTÓRIA 
 
Semeie a paz, o amor, a compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo.
 


Autor: Desconhecido

REFLEXIVO VÍDEO SOBRE APRENDIZAGEM


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO QUE VÃO SOMENTE ATÉ A PÁGINA TRÊS



Autor: Carlos Delano Rebouças

Sempre, ao longo da história do Brasil, ouvimos daqueles que se dizem representantes públicos, especialmente no período pré-eleitoral, as mais diversas e absurdas promessas para o melhoramento da educação do povo brasileiro.

Comparando a um livro, desses que atendem às orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, a qual apresenta orientações para que em qualquer composição literária escrita possa existir um prefácio, dentre tantas outras exigências, a educação brasileira nos discursos políticos permite-nos uma perfeita e interessante analogia com esse instrumento de transformação.

Prefaciar é apresentar o conteúdo que será abordado na obra, de forma resumida pela visão de seu autor, mas rico em detalhes importantíssimos para atrair as atenções dos leitores. Apresenta a abordagem que será dada, de forma sucinta, para que na sequência da produção venha a ser vislumbrado pelo leitor, ou quem sabe, por meio de terceiros, desde que correspondam as expectativas edificadas.

Sobre a definição de prefácio, acreditamos não ter mais alguma dúvida, tanto, que serve para usá-la na comparação com os investimentos feitos na educação brasileira. Nossos políticos parecem mesmo manter a beleza e a importância da educação somente no prefácio de suas propostas políticas, mas diferentemente das orientações técnicas da ABNT, bastante prolixos nas suas argumentações. São belos os discursos, bem trabalhados, afirmando e reafirmando que tudo é fácil, belo e alcançável. Tudo bem elaborado, mas que na verdade, não passa da página três, predominando a decepção de um povo que já está cansado de ler tantas páginas de enganações.

Mais interessante é que esse livro da realidade da educação brasileira apresenta, sempre, duas conclusões: uma descrita previamente pelos condutores do nosso país, que até parecem ter definido o mesmo discurso, orquestrando seus argumentos nada convincentes, aliás, contrários à realidade do nosso país; e outra, apresentada pela grande parte de nossa população, menos favorecida, vítimas do sistema, que a cada dia, a cada instante, mostra a sua indignação com o descaso dado pelos políticos brasileiros à nossa educação, apesar de serem apresentados números positivos quanto à sua evolução.

 Ainda existem brasileiros, poucos, sim, que valorizam a educação e a identificam como necessária para a evolução do país, bem como reconhecem que é dever do Estado e dos políticos, nossos verdadeiros representantes públicos, garantir a sua qualidade. Nem tão menos que nós, cidadãos, devem os gestores públicos cuidar de seus interesses na mesma proporção que os interesses da sociedade, mesmo que sua evolução cultural seja uma arma contra suas pretensões.

A educação no Brasil precisa não somente ter uma bela capa na sua apresentação pelos políticos, nem tão pouco, um belo resumo de apresentação no seu prefácio. Precisa, sim, de vários capítulos e de várias páginas que venham a torná-la menos teórica e mais prática, sem restrições, sem o encerramento na página três da vida de quem tanto necessita ser apreciada com sucesso até a sua página final.

Como diz Sêneca: “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a sua vida”.

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