quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

SABEDORIA E FALSIDADE PODEM SER CONFUNDIDAS?


Por Professor Carlos Delano Rebouças

Quantas vezes recebemos ou somos recebidos por alguém com um esticado sorriso no rosto, belas palavras, um forte abraço, e em seguida, a indagação: Será que esse tratamento foi verdadeiro?

Primeiramente, precisamos esclarecer que nas nossas convivências lidamos com pessoas amigas, que se dizem e acreditamos ser amigas, e que em ambas as situações, como qualquer ser humano, imprevisíveis na manifestação de seus sentimentos. Somos inquestionavelmente surpreendentes.

Por sermos imprevisíveis e consequentemente surpreendentes, estamos sempre passivos de desapontar alguém, principal e infelizmente, os mais próximos. Às vezes, precisamos ser flexíveis com nossas manifestações sentimentais, comportando-nos com mais tolerância, “engolindo” o nosso orgulho, para evitar que venha a se transformar num problema maior, mais sério, no relacionamento existente. Essa postura é que pode causar uma dúvida se significa sabedoria ou falsidade.

Preferimos acreditar que se trata de sabedoria, mesmo sendo uma relação que acreditamos não ser tão valorizada, verdadeira, próxima. Porém, tratando-se de uma relação com fortes raízes, fortalecida sob as bases do respeito, do amor e da consideração, aí é que devemos ser sábios nas nossas atitudes, para não sepultar de vez tudo que foi construído por um longo tempo, contudo, abalado, quem sabe, por uma bobagem feita, ou declinada, ou até uma má interpretação.

Não queremos aqui isentar a possibilidade existencial da falsidade nas atitudes humanas. Quem somos nós para negar que o homem apresenta essa postura, tão reprovável quanto tantas outras, não citadas nesta reflexão. Todavia, aí é que devemos também agir com sabedoria para não erramos nas nossas interpretações. Precisamos ser cuidadosos para não sermos injustos com nossos sentimentos e os sentimentos alheios.

Sempre, nas mais diferentes situações da vida, seja em família ou em sociedade, o bom senso nas nossas reflexões precisa prevalecer. Não podemos ser levianos ao atribuir sentimentos que possuem nomes e valores, e nem aceitá-los como uma verdade, pois a distância na compreensão entre sabedoria e falsidade nessa situação é bem mais curta que imaginamos.


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