segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

GANHOS E PERDAS DE CADA ANO



Por Carlos Delano Rebouças

Muita gente no fechamento de cada ano tem por costume fazer uma reflexão sobre quais foram suas conquistas e fracassos do ano em curso, sobre quais foram seus ganhos e perdas, e quais as expectativas geradas para um novo ano que se anuncia.

Geralmente essas avaliações se restringem às diversas conquistas materiais, aquelas que infelizmente se entende como foco maior da grande maioria das pessoas do mundo moderno, que impõe há anos a cultura do consumismo, braço forte de sustentação ideológica do Capitalismo.

Carros e veículos em geral; móveis e imóveis; eletrônicos; viagens; e até roupas podem ser vistos como as conquistas mais vislumbradas pela massa humana do planeta, na sua maioria, desconhecedora dos reais efeitos do consumismo, e da consolidação do Capitalismo. Para muitos, adquiri-los pela primeira vez ou migrar para uma situação mais elevada quanto a preço e qualidade, significa dar um grande salto na vida, daqueles que nem todo mundo consegue dar em toda a sua vida.

Sei que gosto não se discute; que felicidade é ser e não estar, e que pode ser representada e encontrada nas mais diferentes formas, até mesmo nas conquistas matérias; mas, já me desculpando com quem pensa totalmente desta maneira, que não consigo acreditar que alguém pode se dizer feliz ou totalmente feliz somente com aquisição de bens materiais.

Não discordo que bens conquistados sempre nos causam contentamento, que representam o resultado dos esforços feitos e de muito trabalho, principalmente quando são grandiosos e lícitos, e que servem como combustível para seguirmos na luta. Contudo, são ganhos que podem levar felicidade à nossa alma e coração.

Precisamos também de conquistas abstratas, aquelas que fazem a diferença nas nossas vidas, que renovam e reforçam sentimentos, levando-nos a uma evolução espiritual, para uma nova postura, mais flexível, discernindo sobre valores que o dinheiro pode não comprar. Também não podemos esquecer conhecimento, instrumento base, ao lado da sabedoria, para que todas as conquistas sejam realizadas. Ambas possibilitam-nos a compreensão sobre os reais ganhos e perdas da cada ano vivido.

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