segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ABREM-SE AS CORTINAS E PREPARE AS PILHAS, GAROTINHO!


ABREM-SE AS CORTINAS E PREPARE AS PILHAS, GAROTINHO!

Por Professor Carlos Delano Rebouças

Quem admira o futebol e assiste aos jogos pela TV brasileira, conhece e identifica alguns narradores pelos jargões, frases e expressões ímpares, que particulariza cada um e os torna reconhecidos nas suas narrações.

Galvão Bueno, como o famoso “Bem, amigos”; “Não há palavras para descrever o gol”, do eterno Luciano do Valle; “Pimba na chulipa, pimba na gorduchinha”, do grande Osmar Santos; e o “Tá lá um corpo estendido no chão”, do folclórico Silvio Luiz, são alguns exemplos que podemos apresentar, da riqueza de exemplos que existem na narração esportiva nacional.

São jargões usados para realçar a narração esportiva. Busca aproximar o torcedor de uma realidade, na qual as reais emoções vividas no campo de jogo são restritas, pela distância, mesmo encurtada pela televisão ou o rádio. O narrador esportivo Vive essa emoção e se não, consegue transmiti-la, mesmo sem existir.

A narração de jogos pela TV obviamente facilita bem mais a compreensão de quem assiste, mas, em contrapartida, dificulta mais a vida de quem narra. Um jogo ruim, sem emoções e morno, requer do narrador um esforço maior para atrair a atenção do expectador. Já a narração pelo rádio, neste quesito, facilita muito.

O narrador de rádio, como Gomes Farias, Messias Alencar, Moesio Loiola, aqui no Ceará, e José Silvério, em nível nacional, são exemplos disso. Fazem a emoção aflorar a pele. O grito de gol é mais gostoso de ouvir e atenção é maior durante todo o jogo. Mesmo que a bola passe a 5 metros da baliza, para o narrador de rádio, passou bem pertinho, com muito perigo.

Por que o torcedor que vai ao estádio não larga o seu rádio? É emoção pura, detalhes preciosos, únicos, que somente a crônica de rádio esportiva possui. Pena que hoje o rádio perde espaço para o celular.

Sempre procuro assistir aos jogos do meu time e da nossa seleção pela TV, sem dúvida alguma, mas, seguramente posso afirmar, que o meu radinho não abandono, seja no pré-jogo, seja no pós-jogo, e se estiver muito cansado, quem sabe, deito-me com o ouvido encostado no autofalante.


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