quinta-feira, 22 de março de 2018

O APAGÃO DO PROGRESSO



Por Carlos Delano Rebouças

Ontem, quase todo o Nordeste, se não por completo, viu a sua metade final da tarde entrar com a noite às escuras. Muito uma vez viveu transtornos desmedidos diante da falta de energia.
Ruas e avenidas congestionadas pela vontade de chegar a casa. Semáforos sem funcionar ditavam as regras de um trânsito que mais parecia o de Nova Déli, contando com a educação de um povo ordeiro e gentil em permitir acessos. Calçadas viram vias de carros, motos e bicicletas, menos de pessoas, que se aventuravam a caminhar por elas, em meio aos carros, pela vontade de chegar.
A noite chegou e com ela o medo que toma conta de um País que respira violência. Ninguém olha para os lados, nem cumprimente, muito menos responde uma simples pergunta de “que horas são?” Tudo tem cara de perigo. Ah! Vou pedir um Uber! Que pena..., não havia sinal de celular! Esmos no Caos, minha filha! Responde uma acelerada senhora sem saber até se a pergunta seria para ela.
A Noite começou a entrar contando apenas com a cumplicidade da lua que insistia em iluminá-la, dando sombra aos passos largos e rápidos do medo. A bandidagem assusta e bate palmas quando coisas assim acontecem. Lojas, shoppings, escolas e faculdades, além de supermercados baixam as portas. Postos de gasolina pareciam fantasmas à beira da estrada, sem um tanque para abastecer. Tudo assustava! Sentíamos-nos no Haiti, na Angola, no Afeganistão, No Iraque ou na Síria! Em nada parecia nos sentir estar no Canadá, na Suíça, no Reino Unido ou no Chile vizinho.
Enquanto tudo acontecia, ficamos sentados às calçadas conversando como há 20 anos, quando não existia celulares, Internet, redes sociais e, se retornarmos bem mais no tempo, energia para roubar a luz que existia em cada um de nós, que vive, hoje, na escuridão profunda de um progresso que vive um retrocesso.

terça-feira, 13 de março de 2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

ORIGEM DA EXPRESSÃO "AMIGO DA ONÇA"



A expressão foi popularizada pela revista O Cruzeiro, que publicou de 1943 a 1961 o Amigo da Onça, personagem do chargista Péricles Andrade Maranhão. Sempre levando vantagem sobre os outros e colocando seus amigos em situações embaraçosas, o Amigo da Onça é a inspiração para a expressão utilizada até hoje.

Origens de algumas palavras que utilizamos


> ORIGEM AFRICANA: Bangu, Caxambu, quilombo, Exu, Iemanjá, babalaô, candomblé, batuque, acarajé, angu, cachimbo, tanga, miçanga, caxumba, camundongo, marimbondo, senzala, moleque, fubá, caçula, cochilar.
> ORIGEM ESPANHOL: Bolero, cordilheira, mochila, mantilha, pirueta, lagartixa, galã.
> ORIGEM FRANCESA: Abajur, omelete, avenida, chassis, departamento, crachá, chance, envelope, felicitar, menu, pose, restaurante, tricô, vitrine.
> ORIGEM ITALIANA: Cantina, boletim, carnaval, mortadela, risoto, salsicha, confete, porcelana, banquete, macarrão, cenário, violino, violoncelo, bandolim, sonata, ária, dueto, soprano.
> ORIGEM INGLESA: Coquetel, futebol, filme, pulôver, repórter, detetive, lanche e as que estão sendo incorporadas atualmente, por conta da informática: deletar, escanear, estartar.
> ORIGEM TUPI (língua indígena): Mooca, Anhangabaú, Tietê, Niterói, jiboia, jararaca, abacaxi, urubu, mandioca, jabuticaba, piranha, arara, capinar, chorar as pitangas.

DICA DE PORTUGUÊS (INICIAIS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS)

MAIÚSCULOS



MINÚSCULOS

Vida Louca


SEMPRE ACREDITANDO QUE É CAPAZ




Carlos Delano Rebouças

Em determinados momentos da vida, nada parece dar certo. Tudo que pensa em fazer, ainda na condição de projeto, logo assume a condição de fracasso.

Há quem relacione essa condição com o estado de espírito em que nos encontramos, ou seja, energias positivas é o combustível para as nossas conquistas, quando positivamente pensamos e acreditamos piamente.

Como definir como regra o pensar e o acreditar positivamente, diante de sequenciais insucessos na vida? Como manter-se de cabeça erguida, quando tudo parece conspirar para nos empurrar para baixo?

Dizem que, dificilmente, algum profissional que atua em nosso país não passar pela vida sem sentir o indesejado e amargo gosto de uma crise financeira. Dizem, também, que são raros os casos de profissionais da iniciativa privada que nunca passaram um período desempregado, por mais curto que tenha sido. São situações comuns do profissional brasileiro, embora, para alguns, felizmente, signifique o desconhecido, por acreditarem que suas competências e habilidades profissionais são responsáveis pela manutenção de suas empregabilidades.

Reunir condições de empregabilidade – aquelas que acreditamos serem suficientes para nos garantir no mercado de trabalho – nem sempre se resume ao acúmulo de conhecimentos técnicos e científicos; muitas vezes faltam alguns requisitos no perfil do profissional que fazem a diferença para a definição perfeita de empregabilidade, e a crença em si mesmo e no seu potencial pode ser visto, indiscutivelmente, como um grande diferencial pessoal e profissional.

Trabalhar a sua autoestima é sempre primeiro e único princípio presente em todas as etapas, de todos os segmentos de nossas vidas. Precisamos acreditar primeiramente que somos diferenciados, capazes e importantes em qualquer situação. Pensando assim (e sem deixar que seja um pensamento se ações direcionadas para a sua confirmação), não abrimos espaço para que pensem o contrário; não permitimos que nos rotulem de fracassados ou quaisquer outros adjetivos depreciativos, que nos influencie a desacreditar em nosso potencial. 

Somos os verdadeiros responsáveis pelo título que carregamos na vida, que podem ser muitos ou poucos, ou quem sabe único, contudo, ele não é de ninguém; é somente nosso, embora a nossa humildade nos leve a dividir suas honras com pessoas que sempre participaram diretamente em nossas vidas, nos sucessos e seus antônimos, sem deixar em momento algum que desacreditássemos em nós mesmos.