ACREDITANDO SEMPRE QUE A EDUCAÇÃO É A REDENÇÃO DE QUALQUER NAÇÃO E QUE DEVEMOS APOSTAR NISSO.
domingo, 19 de junho de 2016
ESCREVER POR PRAZER
Por Carlos Delano
Rebouças
Deitado em minha cama, com o celular nas mãos e em frente à
TV, nem sempre é sinal de que estou desopilando e relaxo. Na verdade, a programação
da TV nem sempre é atrativa, e o mundo virtual já até não tem muito a oferecer.
Sinto que devo partir para outra.
Sentar-me na frente de meu computador e ver aquele teclado
pedido as minhas digitais, parece muito mais que uma simples vontade. O
pensamento parece ansioso para ser codificado, na certeza de que alguém vai
apreciá-lo, prazerosamente, e não, simplesmente, decodificar ou restringir-se ao
seu título.
A escrita e a leitura são as irmãs gêmeas de mesma placenta,
cuja mãe “conhecimento” precisa descobrir quem é seus pais. Alguns dizem que é
somente a vontade de se manifestar; outros, categoricamente gritam: é o prazer,
o prazer, o prazer!
Alguém duvida do grito em defesa do prazer em escrever,
quando sequer temos a certeza de quem muitos vão ler além de nós, anônimos
autores? Eu não.
Um dia, e veja que já faz tanto tempo que os estalos dos
dedos mais parecem ecos, o homem das cavernas codificava em seus interiores por
diversas razões. Ora pela necessidade básica de se comunicar com o semelhante
que por ali certamente iria passar; ora para deixar suas marcas, aquelas que se
traduzem em cultura. Sinais que representam muito de alguém que representa um
povo e seus costumes.
E como explicar a atitude de escrever a quem sequer lhe tem
uma identificação? Um dia ouvi de um amigo que para postagens nas redes sociais
que não venham acompanhadas de imagens, o caminho do indicador é a tecla “delete”.
O seu argumento é esse: “Por que perder tempo lendo um texto tão comprido; quem
publica isso devia se tocar que ninguém tem interesse em ler”.
Reações, somente. Esperadas? Sim e lamentáveis.
Sem jamais me render, continuo a semear o meu prazer pela escrita. Escrevo certo de que sempre existirá um leitor especial, aquele que está sempre ao meu lado exercitando o seu prazer pela leitura. Esse leitor sou eu.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
A EMPRESA É BOA DE TRABALHAR, MAS NINGUÉM DURA MUITO
Por
Carlos Delano Rebouças
Excelente política salarial,
planos médico e odontológico, auxílio educação, oportunidades de crescimento,
participação nos resultados e excelente ambiente de trabalho, dentre outros,
são requisitos suficientes, para atrair qualquer profissional para qualquer
empresa, desde que se sinta seguro.
Segurança em instituições privadas,
no Brasil, relacionado à estabilidade de emprego, para muitos, pode parecer
ilusão, diante do turnover, ou seja, da rotatividade que existe no quadro de
colaboradores de tantas empresas que atuam no cenário nacional.
A maioria dos profissionais
sabe que assina um contrato de trabalho, que pode ser quebrado a qualquer
momento, conforme a Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, mas ninguém espera
que venha a acontecer tão repentinamente e com tanta incidência, em
determinadas empresas. Para esta quebra de contrato, devem ser apresentadas as
razões, que muitas vezes não são convincentes, principalmente, quando uma
empresa se intitula e é reconhecida como boa para se trabalhar. Não parece
contraditório?
Contraditório parece, sem
dúvida, mas, o que mais intriga é entender os motivos que levam a se demitir
tanto e a se contratar tanto, diante de todo o custo envolvido, que não é
baixo. Intrigante é aceitar, por exemplo, a justificativa de querer buscar um
profissional que enxergam mais preparados no mercado, quando se poderia
preparar o que tem em casa, reduzido com isso custos, e fazendo um investimento
no seu maior patrimônio.
Será que o mercado está
muito exigente quanto a conhecimento, ao buscar profissionais mais instruídos,
diplomados? Será que se trata de um despreparo por parte da gestão em não
reconhecer o potencial de conhecimento e comprometimento do colaborador que tem,
somente por não ter uma certificação de nível superior, por exemplo, preferindo
descartá-lo? Será que seria mais prudente unir a conhecimento existente e
agregá-lo a uma melhor instrução, e permitir ao profissional detentor uma
competência maior, que resultaria numa satisfação no mesmo nível?
São perguntas que nos
fazemos, e que buscamos respostas, para entender tanta rotatividade no mercado
de trabalho.
As empresas precisam muito
mais do que buscar profissionais preparados no mercado. Necessitam, sim,
preparar melhor aqueles que já têm em seu quadro, principalmente, aqueles que
contratam, administram e demitem, A fim de evitar perdas preciosas, que muitas
vezes o mercado tem dificuldade de reposição.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
VAGA DE EMPREGO
EMPRESA DE GRANDE PORTE SELECIONA
CONFERENTE PORTUÁRIO
ATIVIDADES:
Realizar conferência de bordo dos containers
Conferir carga e descarga em geral
Atualizar dados no sistema de informações
Executar a programação da operação do navio de acordo com o planejamento
Fiscalizar o serviço dos trabalhadores portuários
REQUISITOS:
Ensino médio completo
Sólido conhecimento em: conferência de cargas, interpretação de documentos das operações portuárias e estivagem de cargas
Vivência nas atividades de conferente portuário
Inglês Técnico
Residir no Pecém ou proximidades
HORÁRIO: disponibilidade para atender as operações no porto
REMUNERAÇÃO: Salário compatível com a função, Plano de Saúde e odontológicos e Vale alimentação
Interessados enviar currículo para recrut.sel@yahoo.com até dia 17/06/2016.
Serão analisados somente os currículos que estiverem dentro do perfil.
domingo, 12 de junho de 2016
E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Por Carlos Delano Rebouças
Se há uma coisa nessa vida
que me desafia é compreender a postura do homem em sociedade. É entender tudo o
que leva a defender ser normal, quando sequer sabe discernir sobre o que é
normal e natural. Entender de fato sobre as consequências de suas atitudes.
Tudo parte daquilo em que
acreditamos. Defendemos nossas teses com umas e dentes de uma boca banguela que
fala com a voz da emoção. Plantamos em nossos corações uma semente cuja árvore,
futura, dará seus frutos, que nem sempre são comestíveis, muito menos
apreciáveis por todos que nos rodeiam. O homem maltrata corações e deixa marca
na memória de muitos, com uma dor que derrama lágrimas a cada vez que uma
lembrança dá o ar de sua graça.
E por que agimos assim – com
tanto egoísmo – em relação à conquista de nossos objetivos, sob os argumentos,
em muitas vezes, que representam o ideal de muitos, alicerçados por espécimes
que não convencem aos mais ecléticos?
Jamais deixamos de assistir
atrocidades cometidas contra a raça humana, seja com atentados terroristas
matando em massa, num inquestionável genocídio, seja nas matanças arquitetadas
pela intolerância em relação às escolhas do homem, em sociedade. Em tempo
algum, e veja que se trata de fato histórico, o homem demonstrou ter dado um grande
salto na sua evolução. Queria eu que o pensamento do grande pensador Heráclito fosse
uma verdade suprema, quando disse que nada é permanente, exceto a mudança.
Assim somos nós – humanidade
- que agimos pensadamente, mas mergulhados no poço do egoísmo da defesa de
nossas verdades.
Continuaremos, infelizmente,
assim – reféns do nosso pensamento egoísta – embora, em muitos casos, possam
ser vistos como o de muitos, quando na realidade, em nada representa ser de uma
maioria. Seremos, por muito tempo, vítimas de nós mesmos, perpetuando uma
cultura e criando novas, contudo, repudiadas diante de suas consequências.
Estaremos sempre na posição de predadores da humanidade, aniquilando sonhos e
realidades, ou sendo o nosso maior pesadelo.
domingo, 5 de junho de 2016
QUANDO O BERÇO VIRA CARRÃO
Autor: Carlos Delano Rebouças
A importância da palavra “não“, para muitos, não é aferida quanto ao seu real significado na atual conjuntura do nosso planeta, quando nos referimos à educação e valores.
Muita gente prefere o “sim” ao “não” nos processos educativos, nas mais diversas relações, seja familiar e profissional, ou mesmo social. Passa a existir uma saída, uma escapatória, mais conveniente, na concordância sobre algo que na realidade vai absolutamente de encontro ao que pensa e aos seus princípios.
É o sim que pode redundar em muitos problemas, mas adiáveis.
Pais e responsáveis pela educação de filhos, netos, parentes e aderentes, em idade de formação, e se existe de fato idade para isso, pois sempre estamos propícios a transformações, cada vez mais se isentam das responsabilidades, atendendo vontades, em vez de necessidades.
Todo esforço é feito para as vontades sejam atendidas. Muitas vezes, completamente fora da realidade financeira da família, mas que prevalece é o atendimento ao pedido, pelo medo de se dizer um não, e com isso, acreditar que está fazendo muito pela criatura em questão. Pensa-se também que com isso, evita-se desvio de condutas e marginalização.
Jovens imaturos são presenteados com carros e motos, sem ao menos saberem o quanto custou. Não demora muito a transformar-se em armas, em suas mãos, tirando vidas, nas ruas. Revolveres de brinquedo, logo trocados por armas de fogo, letais, que na inconsequência típica da idade, ajudam a realizar mais conquistas, ilícitas. Pensamentos e comportamentos, transformadas, devido a uma negativa não dada.
Fazer as vontades não é sinal de ser um bom pai ou uma boa mãe. Atender às necessidades, sim, representa na prática e na teoria, a postura correta e sensata de quem tem responsabilidade em contribuir para a formatação de um cidadão.
Saiba dizer um “sim”. Aprenda a dizer um “não”. Seja prudente e sensato ao analisar o momento certo de usá-los. Tenha sabedoria.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
OS PROPÓSITOS DA CRISE
Por Carlos Delano Rebouças
O tema do momento. Para muitos, a desculpa certa, aliás, a saída perfeita para justificar alguma coisa que quisera ter argumentos.
A crise parece não querer sair da mente nem do vocabulário diário do brasileiro. Palavra, caso não duvidemos, das mais declinadas no atual cenário político, econômico e social do nosso país. Em alguns casos, até se torna recorrente quando não se encontra justificativas para as tantas atitudes tomadas, daquelas que mesmo com todo cuidado e empenho, não se consegue provar por A mais B, o que o A mais B não têm condições de ratificar.
O desemprego crescente em nosso país, comércio enfraquecido baixando suas portas, indústria reduzindo a produção, medo de comprar e vontade louca de vender, dinheiro pouco resguardado na incerteza de um futuro obscuro e descrença total com aqueles que regem a orquestra dos poderes do nosso país são fatos comuns vistos na nossa sociedade. Contudo, tudo isso se resume numa simples palavra: crise.
Antes, quando se negava uma esmola num semáforo fechado, dizíamos " não tenho ou estou sem trocado"; hoje, o discurso é outro e se restringe a uma frase bastante consolidada: Infelizmente não tenho, diante dessa "crise" que assola o país.
Um dia, conversando com um amigo, ouvi dele que seu casamento não andava nada bem e que a crise afetava diretamente na sua relação com sua esposa, inclusive, na sexual. Perguntei-lhe as razões e respondeu: "Pouco dinheiro e contas elevadas, dívidas também. Tudo isso afasta um do outro e quando tento alguma coisa, a mulher se virá de lado e diz que hoje não e pede para deixar passar essa crise."
Diante das expectativas dos economistas, essa "bendita crise", para não dizer o contrário, pode ter seu sepultamento somente com dois ou três anos, e se tudo acontecer da forma como se espera. Contudo, muitas águas ainda vão rolar por baixo da ponte que liga os interesses de quem faz o nosso Brasil. Enquanto tentamos nos animar, logo surge uma nova situação que mais parece aquele dedo que deseja desligar os aparelhos de um país que resiste em sobreviver.
Pobre de nós, esperançosos por um país melhor, que não se renova, que a roupa continua velha. Pobre do meu amigo, sofrido com suas condições financeiras. Pobre dele, pois parece que irá continuar ouvindo a palavra "crise" quando pensar num momento íntimo com sua digníssima esposa.
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