sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A BOA ESCOLA E O BOM PROFESSOR

Por Carlos Delano Rebouças

Qual é o bom professor para o aluno? Quem recebe aplausos e gritos de “Você é o cara!” ou “Você é o melhor professor que já tive na vida!”?

Antes de responder tais indagações, temos que nos atentar para os conceitos que possuímos sobre educação – sobre a importância que a damos – necessária de ser edificada desde a base familiar, esta que, inevitável e intimamente, exige outras necessidades, sobretudo à disciplina, fator que tanto incomoda as pessoas na sua maioria.

Muito fácil agradar ao aluno com uma performance circense, artística e conveniente, fechando os olhos para a verdadeira necessidade de se comprometer com a sua ideal lapidação para a vida, não somente com vistas a aquisição de conhecimentos, mas também na formação de um cidadão – na verdadeira acepção da palavra, conhecedor de seus deveres e direitos, ético, honrado – digno de ser tratado como tal. Muito fácil ser um “showman” em sala de aula, bem mais preocupado em promover a sua imagem de “tiozão”, para depois checar nas redes sociais a sua popularidade, que simplesmente adotar uma postura de menos estrelismo, mais focada na melhor formação do aluno.

“Mas é o que resta para o professor”: respondem muitos que vestem essa carapuça. “É ser criativo, e isso é que o aluno deseja de um professor”: assim dizem outros. Ah! O aluno adora tudo isso, de verdade, mas será que supre a sua necessidade de momento para um futuro melhor? Será que surtirá os efeitos plenamente necessários para um mundo cruel e injusto nas suas cobranças? Viva ao professor que sabe executar as duas funções com mestria! Parabéns aos alunos e à escola que tem em seu excelente professor um grande artista! A escola tira o chapéu para você, polivalente profissional, já que para ela o que vale é o sorriso no rosto do aluno, não é?

Pena que a escola não está com essa preocupação, aliás, a única que existe é de manter-se forte na disputa pelo aluno – aquele que paga e que pode ser fisgado pelo concorrente – esperando dele somente resultados que possam engrandecer a sua imagem de mercado. Assim funciona o clientelismo nas escolas privadas do Brasil.

Certo tempo, diariamente, costumava passar em frente a uma grande escola de Fortaleza, renomada, e uma coisa me chamava atenção: Via logo na sua entrada, após as catracas de acesso, um batalhão de coordenadores recepcionando alunos com abraços, beijinhos e votos de bom-dia. Gostaria muito de saber se fosse numa escola pública se fariam isso. Certamente que não, pois reside aí a diferença de tratamento que muitas vezes se estende à sala de aula com o professor que lá recebe o aluno diariamente.

O professor de uma escola dessas sabe que muito mais que repassar conhecimentos ao aluno e contribuir para a sua formação humana e social, precisa ser a extensão da escola em sala de aula, agradando-o de todas as formas, para receber tapinhas nas costas nos corredores e quem sabe, no dia de sua avaliação, ser bem pontuado e ter seu emprego garantido. Ao final, tudo fica uma beleza, ou seja, escola e professor bem conceituados na opinião mal edificada do aluno sobre os verdadeiros conceitos de educação de qualidade.

E essa roda viva da educação no Brasil permanece e continua a girar diante dos interesses divergentes. Infelizmente temos que nos acostumar com isso, pois não vemos a mínima possibilidade de mudanças. A escola continuará enxergando o aluno como a sua maior fonte de riqueza; o professor continuará sendo o maior artista circense da sala; e o mundo também continuará sendo esse imenso palco das desilusões, resultantes de uma educação mal desenvolvida, embora não pareça para muitos, pois o que mais importa é o título que carrega. 

ENTENDA!


Não fazemos somente a revisão, fazemos a preparação do seu texto em Língua Portuguesa, atendendo às exigências de sua norma culta quanto à ortografia e gramática.
O QUE É PREPARAÇÃO DE TEXTO?
Quando se fala de preparação, fala-se de uma investigação que busca não apenas falhas ortográfico-gramaticais, mas também erros de coesão, fluidez textual e um atendimento perfeito da norma culta da língua.

CARACTERÍSTICAS DA PREPARAÇÃO
Realizada no Word..
Sugestões de estilo.
Verificação de continuidade e consistência textual.
Reescritura de trechos para dar mais clareza ao texto.
Verificação da correção gramatical e sua adequação ao contexto.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

NEOLOGISMOS


Bem legal!


USO DA VÍRGULA

A vírgula é nossa maior aliada na hora de dar coerência e coesão à redação. Com ela o texto fica mais limpo e a leitura flui com mais facilidade. O problema é: como empregá-las corretamente? Pode ficar tranquilo que a gente ajuda! Depois dessas 4 dicas, vírgulas serão a solução na sua vida!
1) Use a vírgula para separar elementos que poderiam fazer parte de uma enumeração.

Ex.: Amanda, Lucas, Júlia e Gustavo saíram para jantar fora.
2) Use a vírgula para isolar informações deslocadas para o meio da frase. Geralmente, são explicações de algum termo.

Ex.: Gal Costa, aquela cantora baiana, tem a voz animadíssima.
3) Use a vírgula para separar advérbios (tempo, modo, lugar) no início ou no meio da frase.

Ex.: Na semana passada, vi meus tios num parque de Niterói.
4) Use a vírgula antes de conjunções que iniciam orações.

Ex.: Íamos ao show do Tiago Iorc, mas não temos dinheiro.

REFLITA!


O QUE APRENDEMOS E SUA RELAÇÃO COM A APRENDIZAGEM


Por Carlos Delano Rebouças

Apesar de ter iniciado a minha vida na educação, como profissional, há cerca de 20 anos, bem mais dedicado nos últimos 10 anos, muita coisa contribuiu e continua a influenciar na vida desse profissional. Experimentado em muitos segmentos de atuação e reconhecedor de que os diversos saberes servem incontestavelmente para o perfeito processo de formação e edificação humana e profissional, hoje tenho bem mais certeza de que o processo de educação precisa ser complementado.

Muitos anos no transporte e poucos outros na indústria, no comércio e nos serviços fazem desse professor um contador de histórias, o Forrest Gump das salas de aula, que tudo ilustra com uma história verdadeira, sob os olhares curiosos e duvidosos de muitos. E para não perder a oportunidade, certa vez, participando de um processo de seleção para supervisor comercial, ouvi de um dos diretores: “Se estivesse precisando de um professor, seria o contratado”. Era tudo que precisava ouvir de alguém que sequer leu o meu currículo e, no ápice de sua lucidez, fez de mim – que pensava em dar um tempo na docência – agradecê-lo entusiasmadamente pela oportunidade de não me contratar. Ali nascia um novo profissional de educação e sepultava um péssimo e quase futuro que se tornou “ex” supervisor comercial.

E a vida continuou na contramão dos interesses que trilhamos nas ainda precárias instalações do Centro de Humanidades da UECE. Entre abandonos e retornos, estamos nós em sala de aula contribuindo para a educação, contando fatos e estórias de quando trabalhamos no transporte urbano de Fortaleza, no sistema PETROBRAS, nas plataformas marítimas do Paracuru/CE, nas visitas comerciais pelo Martins e tantas outras que se apagaram na memória desse homem lutador.

Depois de tanto garimpar no mercado de trabalho em busca de um espaço que acreditava ser meu. A sala de aula vem sendo o meu encontro inevitável. Nela, posso tratar da educação de forma profissional, contribuindo para a formação de profissionais da indústria, comércio e transporte. Nela, trabalho na educação regular, no ensino fundamental e médio, em cursos livres, treinamentos e capacitações. Nela posso falar de todas as nossas experiências, ricas e marcantes, intrigantes também, mas que servem de excelente pano de fundo para nortear crianças, jovens e adultos que buscam se edificar para um mundo repleto de oportunidades, acreditem!

Hoje, no exercício do magistério, somos a Língua Portuguesa, mas como não falar da história, da geografia, da matemática e de tantas outras que fazem parte de nossa rotina diária de vida? O universo humano deve ser tratado sempre e tudo que o permeia. Toda e qualquer atividade profissional precisa de diversos saberes para assomar a sua expertise, e cabe a nós – professores – ajudar nessa soma de conhecimentos, mesmo que tenhamos que abandonar por alguns preciosos minutos o componente curricular a seguir na sua rigorosidade, mas certos que por uma nobre causa.

Somos educação, e não apenas a Língua Portuguesa e a necessidade de seu saber como relevante ferramenta de sobrevivência profissional. Somos uma parte de um todo que se soma a outras partes comprometidas com a educação. Sou crente que saberes são diversos, vivências ilustram tão bem ou até mais que repetidas histórias contadas nos livros. A nossa história é contínua como o conhecimento.