domingo, 9 de julho de 2017

EXPRESSÃO DE CEARENSE

A cada dia uma expressão típica de cearense. A de hoje é...


ESCULHAMBADO
Relativo à esculhambação. Aquilo que está fora de ordem, quebrado, estragado. “Você esculhambou o meu carro”, quebrou, bateu, o carro.

A EDUCAÇÃO E SUAS TECNOLOGIAS


Carlos Delano Rebouças

Ninguém pode negar que a forma mais eficiente de adquirir conhecimento é a leitura. É com ela que podemos absorver informações, confirmar um aprendizado, tornarmo-nos mais cultos e derrubar as barreiras do preconceito.

O domínio da leitura, para o homem, é um elemento de inclusão social. Muito me entristece quando vejo alguém, principalmente adultos, com as mais diferentes desculpas, seja ela por estar sem os óculos ou não estou enxergando bem, ao solicitar a ajuda na leitura de um aviso ou destino de um ônibus, que na realidade, muitas vezes, representa a falta do domínio da leitura.

Podemos até, quem sabe, creditar a diversos fatores, ora sociais, econômicos ou políticos, essa carência, decorrente do distanciamento de tantas pessoas nessas condições em nosso país, dos bancos das escolas.

 Apesar das dificuldades ainda existirem no Brasil e também, muito crescentes, infelizmente, percebe-se que o número de alunos nas escolas aumentou consideravelmente nos últimos anos, seja nas capitais ou no interior do país; seja no pré-escolar, passando pelo ensino fundamental e ensino médio, e até na formação supletiva de jovens e adultos.

Permite-nos acreditar que a qualidade da educação melhorou. Mas na realidade, não é bem assim. A alfabetização pode para muitos especialistas, ser, a confirmação da aquisição da capacidade de escrever, de aglutinar sinais, formando palavras, frases, períodos, contextualizados ou não, coerentes, quem sabe, mas que possa representar algo escrito. Já a leitura, também confirma a alfabetização, mesmo que seja somente a decodificação de sinais, somente.

Mas na realidade, também não é bem assim. Ler e escrever são dois domínios de mão única, que se completam e complementam. Ninguém escreve por escrever, exclusivamente, ou seja, escrevendo, põe em prática a sua capacidade criativa, reflexiva, analítica e perceptiva, de uma situação, real, que pode levar, também, a construção de uma situação ilusiva ou surreal, traduzida pela sua capacidade de leitura muito mais profunda do que seu globo ocular pode permitir com o seu auxílio. 

Ler é muito mais que decodificar. A leitura é a absorção de conhecimento, de informações, que alimentam a nossa memória e que nos permitem, com sabedoria, externá-los oportunamente, muitas vezes, através da leitura em voz alta, como porta-vozes da cultura, e com de texto, escritos, construídos por nós mesmo. Representa ser uma roda viva de conhecimento.

Mas, infelizmente, a leitura e a escrita não são enxergados com recursos em favor da educação, do fortalecimento do conhecimento. Ainda estamos muito distantes de vê-las com um instrumento de edificação cultural e social, quanto mais, de derrubada de barreiras, de paradigmas.
Estímulos para isso são restritos, diante de tantos interesses contrários. E assim, Saber codificar e decodificar parece ser o suficiente para o cidadão brasileiro, e o conveniente para os comandantes do nosso país

IMAGENS BELÍSSIMAS





O HOMEM


POEMA DE CASIMIRO DE ABREU

Quando Tu Choras

Casimiro de Abreu

Quando tu choras, meu amor, teu rosto
Brilha formoso com mais doce encanto,
E as leves sombras de infantil desgosto
Tornam mais belo o cristalino pranto.

Oh! nessa idade da paixão lasciva
Como o prazer, é o chorar preciso:
Mas breve passa - qual a chuva estiva -
E quase ao pranto se mistura o riso.

É doce o pranto de gentil donzela,
É sempre belo quando a virgem chora:
- Semelha a rosa pudibunda e bela
Toda banhada do orvalhar da aurora.

Da noite o pranto, que tão pouco dura,
Brilha nas folhas como um rir celeste,
E a mesma gota transparente e pura
Treme na relva que a campina veste.

Depois o sol, como sultão brilhante,
De luz inunda o seu gentil serralho,
E às flores todas - tão feliz amante -
Cioso sorve o matutino orvalho.

Assim, se choras, inda és mais formosa,
Brilha teu rosto com mais doce encanto:
- Serei o sol e tu serás a rosa...
Chora, meu anjo, - beberei teu pranto!

FICA A DICA DE PORTUGUÊS


O advérbio, aplicado no texto, desempenha função circunstancial bastante diversifica. É invariável e modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.
Aqui, temos o emprego do advérbio "meio" no sentido de intensidade.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

BRASIL COM SEMELHANÇAS DA ÍNDIA

Autor: Professor Carlos Delano

Curioso após assistir a um programa de televisão, o qual mostrou um pouco da Índia, de seu povo e sua cultura, procurei investir um pouco mais nos meus conhecimentos, buscando mais informações sobre esse intrigante país, as quais me levaram a acreditar que entre o Brasil e a Índia existem muitas semelhanças.

Economicamente, o país da Ásia meridional encontra-se num crescimento maior que o Brasil, mas esta é apenas uma das poucas diferenças entre a índia e o Brasil.
Tal qual o Brasil, a Índia é um pais democrático, republicano, bem mais populoso que o Brasil, sendo a segunda maior população do mundo, que apresenta muitos problemas sociais, até mesmo decorrentes de sua administração pública e baixos investimentos na educação e no social.  Começam aí as semelhanças.

Sua emergente economia convive com inúmeros problemas sociais. Analfabetismo, miséria, fome, violência misticismo, problemas sociais são questões facilmente perceptíveis na sua sociedade. Mobilidade urbana é outra grande mazela a ser combatida, mas que parece ser aceita como uma realidade, irrevogável. Ninguém merece um trânsito como o de Nova Deli ou Mumbai. Mas o de São Paulo e das outras megalópoles brasileiras já estão no mesmo nível.

No Brasil, a miséria, a fome, a violência, doenças e o analfabetismo, mesmo que camuflado de diploma, são notórios. Pouco se investe, diante de pouca preocupação pela gestão pública. Nossos rios também são poluídos. Temos também um ecossistema bastante diversificado, apesar de relutarmos pela sua manutenção. Temos mesmo muita coisa em comum. Muitos povos de tantas partes do mundo também estão aqui. Ás vezes, dirigindo pelas ruas de Fortaleza, realizo um tour na minha imaginação, quase acreditando que estou em Calcutá. Muita confusão, buzinas, bicicletas em meio aos veículos automotores, pedestres, camelôs, ladrões, políticos, e até mendigos se banhando em chafarizes de praças das grandes cidades. Parece até que as diferenças são pouquíssimas.

Como somos parecidos em tantas coisas! Até a Globo se inspirou na produção de uma novela, mostrando a cultura indiana e a sua relação com o Brasil.

Que as semelhanças se mantenham, mas que sejam de costumes e fatos positivos. Quem sabe um dia não existir mais miséria, desigualdades, fome, violência, analfabetismo, nem mesmo um trânsito caótico que façam Brasil e Índia serem países tão parecidos.