domingo, 29 de setembro de 2013

Campo de Espada tem novos investimentos

Em Paracuru

Campo de Espada tem novos investimentos

Devem ser perfurados oito poços de petróleo e ainda ser construída uma nova plataforma de extração na região

Com concessão até o ano de 2025 no campo marítimo de Espada, no litoral de Paracuru, a Petrobras deverá perfurar oito poços na região e ainda construir uma nova plataforma de petróleo na localidade, para dar conta da ampliação da produção. As ações foram previstas no plano de desenvolvimento do campo, aprovado em julho passado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Além de Espada, o litoral cearense conta com mais três campos de exploração marítima, todos em águas rasas (de até 50 metros de profundidade) e sob a concessão da Petrobras Foto: Kid Júnior

Já produzindo há mais de 30 anos (o início da produção comercial se deu em 1982, quatro anos após ter sido descoberto), o campo deverá, com as medidas a serem aplicadas, mais que triplicar sua produção em sete anos.

Situação atual
Até 2020, espera-se que o volume de petróleo retirado no campo passe dos atuais 278,6 m3 diários para vazões máximas esperadas em torno de 1.000 m3/dia. O Espada possui atualmente oito poços produtores, dos quais dois estão parados por perda de surgência (quando o óleo não consegue mais ser extraído do poço pelos processos naturais). A previsão é de que um seja abandonado no próximo ano e o outro está à espera de restauração.

"Com a implantação do projeto de desenvolvimento complementar, pretende-se perfurar mais oito poços, dos quais serão cinco produtores e três injetores, além da conversão de um poço para injetor. O campo ficará com 11 poços produtores e 4 poços injetores", informa o plano de desenvolvimento.

Como Espada possui apenas uma plataforma fixa instalada, a PEP-1, prevê-se a construção da PEP-2 para reforçar a infraestrutura do campo, que ficará na mesma profundidade da primeira, a 34 metros do nível do mar.

Com a entrada do projeto complementar, haverá ainda a inclusão de mais quatro novos dutos de escoamento num total de 35,8 km e dois aquedutos num total de 7,1km, que se somarão aos dois já existentes.

O sistema de escoamento de Espada leva a produção para a plataforma PCR-1/2, do campo de Curimã, também no litoral de Paracuru, de onde o gás é enviado para a Lubnor (refinaria da Petrobras no Mucuripe), o óleo enviado para um navio, onde é realizada a medição fiscal, e a água é tratada e jogada no mar.

"São investimentos altos. A estimativa de empregos diretos da Petrobras é pequena, mas em relação aos indiretos, vão de 100 a 200, com prestação de serviço, transporte, fornecimento de materiais, alimentação, etc", analisa o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Ceará e Piauí (Sindipetro-CE/PI), Orismar Holanda.

Outros campos

Além de Espada, o Ceará possui outros três campos de exploração marítima, todos localizados no litoral de Paracuru, em águas rasas (até 50 metros de profundidade) e sob concessão da Petrobras. A ANP ainda não divulgou os planos de desenvolvimento dos campos de Atum e Curimã. O de Xaréu também foi aprovado em julho passado, mas não há nenhuma previsão de grandes investimentos.

"Além do projeto de custeio (produção sem investimentos adicionais) do Campo de Xaréu, a carteira de projetos contempla intervenções de restauração e ampliação do sistema de injeção de água. Não há previsão do lançamento de novas estruturas ou perfuração de novos poços", explica o plano.

Xaréu, descoberto em 1977 e com produção iniciada em 1981, é bem maior que Espada, possuindo 49 poços perfurados, sendo 25 deles produtores de petróleo. Existem também três plataformas fixas no litoral cearense: PXA-1, PXA-2 e PXA-3. O campo se localiza a 32 metros de lâmina d´água. (SS)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

VAGA TST

Empresa de Terceirização de Serviço seleciona TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO
Atividades a desenvolver:
- Fazer acompanhamento técnico nos clientes; Ministrar treinamentos (EP'Is, CIPA, Combate a incêndios ; Acompanhar fiscalizações no Ministério do Trabalho; Realizar inspeções nos locais de trabalho; Acompanhamento de documentações (PPRA e PCMSO); Acompanhamento dos processos internos referentes as documentações do setor de Segurança e Saúde do Trabalhador. 
Requisitos:
- Com experiência na função
- Ter disponibilidade para inicio imediato
- Ser pro-ativo
- Disponibilidade para inicio imediato 
Benefícios:
- Salário - R$ 1.200,00 + 30%
- Vale transporte
- Vale alimentação 
Interessados enviar currículo para o e-mail: 
mirlenerh.soservi@gmail.com ou entregar o currículo no endereço: Av. Engenheiro Alberto Sá, 451, Papicu. Assunto o nome da função.

VAGA SOLDADOR

Indústria localizada na cidade de Maracanaú, seleciona: Soldador Industrial.
Escolaridade:
·         Curso Técnico em: Manutenção Industrial/Mecatrônica.
Conhecimento:
·            Solda MIG, Eletrodo e/ou TIG.  
Responsabilidades:
·            Realizar solda de estruturas metálicas, tanques de aço, tanques e partes de inox.
Horários:
·         07:30 h às 17:30 h (segunda à quinta);
·         07:30 h às 16:30 h (sexta).         
 Oferecemos:
·       R$1.350,00;
·       Plano de Saúde 100%;
·       Cesta Básica;
·       Transporte da empresa/Vale transporte;
·      Café da manhã e almoço (Refeitório da empresa).
Interessados: enviar currículo para o e-mail: selecao@drling.com.br

CUIDADO COM SEU LIXO E SUA EDUCAÇÃO

Um filtro de cigarro leva 05 anos para se decompor, já um pneu demora tanto que não se estima seu tempo.
Cuidado ao descartar seu lixo.
Cidadania sempre.

O que é SGA (Sistema de Gestão Ambiental)?





O Sistema de Gestão Ambiental é um processo voltado a resolver, mitigar e/ou prevenir os problemas de caráter ambiental, com o objetivo de desenvolvimento sustentável.

Podemos definir Sistema de gestão Ambienta (SGA), segundo a NBR ISO 14001, como a parte do sistema de gestão que compreende a estrutura organizacional, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e recurso para aplicar, elaborar, revisar e manter a política ambiental da empresa.

O processo de implementação de um Sistema de Gestão consta de 4 fases:

1 - Definição e comunicação do projeto (gera-se um documento de trabalho que irá detalhar as bases do projeto para implementação do SGA);

2 - Planejamento do SGA (realiza-se a revisão ambiental inicial, planejando-se o sistema);

3 - Instalação do SGA (realiza-se a implementação do SGA);

4 - Auditoria e certificação.

  Uma vez implementado o SGA, pode-se tramitar sua certificação.

Qualquer empresa pode implementar o SGA.

O Sistemas de Gestão Ambiental permitem as empresas, de forma imediata:
  • Segurança, na forma de redução de riscos de acidentes, de sanções legais, etc;
  • Qualidade dos produtos, serviços e processos;
  • Economia e/ou redução no consumo de matérias-primas, água e energia;
  • Mercado, com a finalidade de captar novos clientes;
  • Melhora na imagem;
  • Melhora no processo;
  • Possibilidade de futuro e a permanência da empresa;
  • Possibilidade de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental.

A Lubnor responde no Ceará pela produção diária de 10 mil barris de petróleo e 240 mil metros cúbicos de gás natural




Gigante do setor de combustíveis do País, a Petrobras é decisiva no desenvolvimento do Estado, com o recolhimento de R$ 634 milhões em ICMS, em 2006. A empresa atua no Ceará por meio de duas Unidades de Negócios. Em Fortaleza fica a Unidade de Refino de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), que processa diariamente 1,3 milhão de litros de petróleo. É uma das líderes nacionais em produção de asfalto e a única no País a produzir lubrificantes naftênicos. Já a Unidade de Negócio Exploração e Produção (UN-RN/CE), sediada em Natal, atua nos dois estados com atividades em terra e no mar.

No Ceará, responde pela produção diária de 10 mil barris de petróleo e 240 mil metros cúbicos de gás natural, que somado à produção do RN, participa com aproximadamente 5% da produção nacional de petróleo.

Inaugurada em 1966, a Lubnor é a única empresa que produz asfalto no Estado – um dos principais itens de fabricação da Unidade – com 62% do volume total de processamento.

A alta produtividade elevou a Petrobras/Lubnor a responder por até 13% da produção do País. Ocupando uma área total de 218 mil metros quadrados no Mucuripe e empregando cerca de 900 pessoas, a Lubnor processa 235 mil toneladas/ano de asfalto e 170 metros cúbicos de lubrificantes naftênicos por dia. Ou seja, do Ceará saem os lubrificantes especiais utilizados principalmente em equipamentos de geração de energia.

A Unidade de Exploração e produção CE/RN produz diariamente, nos dois estados, um total de 85 mil barris de petróleo e 3 milhões de metros cúbicos de gás natural. É uma das oito unidades de negócio do segmento de Exploração da Petrobras no País, gerenciando cerca de 5,5 mil poços espalhados em 60 campos produtores. A Unidade também é responsável pela operação de 1.880 quilômetros de oleodutos e gasodutos e de 34 plataformas marítimas de produção. No Ceará, são nove plataformas, sendo a primeira inaugurada em 1980, em Paracuru.

A produção terrestre de petróleo no Estado ocorre em Aracati e Icapuí, com 500 poços em seis campos, e marítima, no litoral de Paracuru com nove plataformas em quatro campos. Nesta unidade, a força de trabalho é composta por cerca de mil colaboradores.

O petróleo e o gás natural extraídos pela Petrobras transformam-se em riquezas para o Estado e alguns municípios, sob a forma de pagamento de royalties, que somaram R$ 46 milhões em 2006.

Investimentos

Para os próximos anos, serão aplicados cerca de US$ 150 milhões em estudos geológicos e na perfuração de cinco poços exploratórios.  As águas profundas constituem fronteiras exploratórias que podem abrir novas perspectivas de produção marítima no Ceará. Em produção de petróleo e gás, serão voltados US$ 50 milhões. Estes recursos serão destinados ao aumento de injeção de água nos campos marítimos (tecnologia utilizada para a recuperação de produção nos campos marítimos), lançamento de um cabo elétrico nas plataformas e perfurações de 45 poços em Fazenda Belém.

Em 2009, a Unidade de Lubrificantes passará por um processo de ampliação, dobrando a sua capacidade de produção, totalizando investimentos de US$ 60 milhões.

Outros R$ 10 milhões serão alocados no Núcleo Experimental do Cenpes/Lubnor, que foi inaugurado em junho de 2008 com o objetivo de desenvolver pesquisas na linha de biolubrificantes, fortalecendo a cadeia de biocombustíveis.

O estabelecimento de um investimento desta natureza deve-se a uma sólida parceria desenvolvida pela Petrobras com Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado.


Impactos Econômicos da Expansão da Indústria do Petróleo




A partir da segunda metade da década de 90, uma série de transformações estruturais e institucionais criou um novo ambiente econômico para a indústria brasileira de petróleo. O incremento esperado na participação de novos operadores no upstream e no downstream motivou a realização de um estudo prospectivo e analítico com o objetivo de quantificar o poder de encadeamento da expansão da indústria do petróleo sobre a produção de bens e serviços na economia brasileira. A pesquisa, contratada pela ONIP junto ao IE/UFRJ, realizada sob a coordenação do prof. David Kupfer, contou com o patrocínio do CTPETRO/FINEP.
Através do uso de técnicas de insumo-produto foram avaliados os impactos os diretos e indiretos (modelo aberto) e o efeito-renda (modelo fechado) do investimento em exploração, produção e refino de petróleo sobre o valor da produção, geração de renda e de emprego, arrecadação tributária e balança comercial. Para a realização das estimativas foi utilizada a matriz de insumo-produto do IBGE para 1996, a mais recente disponível.
  • VETOR INVESTIMENTO
O ponto de partida do estudo foi a construção do vetor investimento de forma compatível com sua utilização no modelo insumo-produto. Para a realização dos cálculos, foram adotadas as seguintes hipóteses, correspondentes aos valores médios anuais verificados no último quinqüênio e de acordo com as previsões da Petrobras para os próximos anos:
     i.            investimento no setor petróleo de US$ 5 bilhões/ano, dos quais US$ 3,7 bilhões relacionados à exploração, produção e refino (74% do total) e
 ii.            aumento anual de 5% da produção doméstica de petróleo, acarretando igual redução no valor das importações desse produto.
As estimativas realizadas apontaram os seguintes setores como principais fornecedores para os investimentos previstos:
  • peças e outros veículos (embarcações, peças e acessórios) com participação de 27,3% no investimento total;
  • petróleo e gás (perfuração, perfilagem e cimentação de poços) com 17,2%;
  • serviços prestados às empresas (levantamento geofísico, serviços técnicos especializados) com 14,9%;
  • máquinas e equipamentos (serviços de instalação industrial, turbinas, turbo compressores, árvore de natal molhada) com 14,4%;
  • material elétrico (geradores, linhas flexíveis, cabos elétricos) com 6,5%;
  • siderurgia (tubos e perfis de aço) com 5,7% e
  • construção civil com 5,6%.
Foram então consideradas duas alternativas para a participação de fornecedores locais no atendimento da demanda gerada pelo investimento no setor petróleo:
  • Situação Atual – corresponde a coeficientes de importação que buscam refletir a situação atual da competitividade dos fornecedores locais (média global de 54% de fornecimento no país).
  • Situação Potencial – situação de referência na qual se pressupõe que os bens e serviços demandados pela expansão do setor petróleo sejam supridos inteiramente (100%) por fornecedores locais (importações nulas).
  • IMPACTOS INDUZIDOS TOTAIS (diretos indiretos e efeito-renda)
As estimativas realizadas conduziram a números bastante significativos (expostos na Tabela 1) quanto aos impactos induzidos pelos investimentos na indústria do petróleo.
Segundo o modelo aberto, que calcula somente os impactos diretos e indiretos, foi possível concluir que, na situação atual, o investimento de US$ 3,7 bilhões geraria val or semelhante (relação 1:1) em termos de valor da produção local (US$3,8 bilhões), cerca de 15% desse valor em arrecadação de tributos e cerca de 95.000 postos de trabalho. Com relação à renda gerada, pode-se esperar um acréscimo de cerca de 0,3% do PIB anual brasileiro. Finalmente, o investimento implicaria numa saída de divisas da ordem de US$ 1,35 bilhões em importações de bens e serviços.
Já na situação potencial (100% de fornecimento no país), esse mesmo investimento geraria mais de US$ 7 bilhões em valor da produção local, levando a relação valor investido/valor de produção gerado para cerca de 1:2. Também o efeito sobre o emprego seria significativamente maior, aumentando para cerca de 155.000 postos de trabalho.
A arrecadação tributária seria ligeiramente superior (17%), enquanto o efeito sobre o crescimento do PIB seria da ordem de 0,6%. A balança comercial registraria um pequeno superavit (US$ 30 milhões).
No modelo fechado, que calcula impactos diretos e indiretos e o efeito-renda, todas as variáveis analisadas são mais impactadas, devido aos efeitos multiplicadores de renda. Por exemplo, considerando-se a situação atual, para cada unidade de valor investido são gerados 1,26 no país. No que se refere ao valor da produção e à renda, os impactos tanto na situação atual quanto potencial são quase 25% maiores que os encontrados no modelo aberto. No entanto, o aumento do emprego gerado (cerca de 50% nas duas situações) é mais que proporcional ao aumento da produção e da renda, em função do maior peso da demanda por bens e serviços para consumo corrente, mais intensivos em trabalho e mais atingidos pela estrutura de tributação. Incluindo-se o efeito-renda, os números são bem evidentes: na situação atual, a geração de empregos atingiria mais de 137.000 postos de trabalho e o crescimento do PIB seria de cerca de 0,4%, enquanto na situação potencial, seriam criados 234.000 empregos e a geração de renda seria superior a 0,7% do PIB.
TABELA 1: PRINCIPAIS RESULTADOS DAS SIMULAÇÕES
(US$ MILHÕES)
 
IMPACTO TOTAL DIRETO E INDIRETO
IMPACTO TOTAL DIRETO, INDIRETO
E EFEITO RENDA

Atual
Potencial
Potencial
/Atual
Atual
Potencial
Potencial
/Atual
Valor Produção
3.823
7.017
1,84
4.675
8.579
1,84
Impostos
573
668
1,17
663
833
1,26
Importação
1.348
-30
-
1.394
55
-
Renda
1.920
3.308
1,72
2.384
4.159
1,74
Emprego (no. vagas)
95.234
156.922
1,65
137.425
234.295
1,70
Fonte: Instituto de Economia da UFRJ.

Ao avaliar os impactos sobre a economia brasileira dos investimentos na indústria de petróleo o estudo dá um primeiro passo na direção do desenvolvimento de instrumentos adequados para a avaliação e planejamento do processo de expansão da indústria do petróleo no seu novo contexto institucional. Pretende assim a ONIP contribuir com a formulação de políticas econômicas e industriais, gerando informações e conhecimentos que conduzam à maximização dos efeitos econômicos e sociais dos investimentos em petróleo no país.