A mais promissora fronteira de exploração de petróleo depois de Campos e
Santos terá de esperar até oito anos pelo início da produção nas
descobertas registradas este ano
Rio
de Janeiro – A Bacia de Sergipe-Alagoas, a mais promissora fronteira de
exploração de petróleo depois de Campos e Santos, terá de esperar entre
sete e oito anos pelo início da produção nas cinco descobertas
registradas este ano. Terá de “entrar na fila de espera do pré-sal”,
como respondeu o Ministério das Minas e Energia a um pedido do governo
de Sergipe.
O governador Marcelo
Déda (PT) tentou antecipar o início da produção dos poços, em reunião há
pouco mais de um mês com o ministro Edison Lobão e o secretário de
Petróleo e Gás do ministério, Marco Antônio Almeida. A resposta foi que,
por falta de equipamentos, principalmente plataformas, o Estado terá de
esperar até 2020 para começar a extrair o óleo leve (de maior valor
comercial) das descobertas recentes da região.
“Falta espaço nos estaleiros nacionais para dar conta das demandas de
Sergipe”, disse o assessor econômico de Déda, Ricardo Lacerda. E por
causa da exigência de fabricação dos equipamentos no Brasil não é
possível recorrer ao afretamento das plataformas no mercado externo.
Animado com as sucessivas descobertas no litoral de Sergipe, o governo
local considerou que o Estado seria uma prioridade para a Petrobras,
contou Lacerda. Déda ficou entusiasmado com a possibilidade de encorpar o
orçamento atraindo novos investidores e com os royalties do petróleo,
hoje, praticamente restritos à produção em terra.
A Petrobras negou que haja limitações para produzir em Sergipe-Alagoas.
Em nota, afirma que “no momento em que esse potencial (da bacia) estiver
delimitado, a companhia decidirá sobre o melhor projeto para o
desenvolvimento da produção dos campos descobertos”.
Fonte: Fernanda Nunes, do
