sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O MUNDO VISTO DO CÉU


UM BELO SONETO DE OLAVO BILAC: UM SÍMBOLO DO PARNASIANISMO BRASILEIRO

A um poeta




Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

DICAS DE PORTUGUÊS


PARÁBOLA DO DIA

Julgamento prematuro

 

Eram dois vizinhos.
 
Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem comprou um filhote de pastor alemão.
 
Conversa entre os dois vizinhos:
 
 Ele vai comer o meu coelho!
 
 De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, "pegar" amizade...
 
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças felizes com os dois animais.
 
Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou sozinho.
 
No domingo à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto.
 
Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo!
 
Dizia o homem:
 
 O vizinho estava certo. E agora? Só podia dar nisso!
 
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. O que fazer?!
 
Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
 
 Já pensaram como vão ficar as crianças?
 
Não se sabe exatamente quem teve a ideia, mas parecia infalível:
 
 Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha.
 
E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho.
 
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
 
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
 
 Descobriram!
 
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
 
 O que foi? Que cara é essa?
 
 O coelho, o coelho...
 
 O que tem o coelho?
 
 Morreu!
 
 Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
 
 Morreu na sexta-feira!
 
 Na sexta?
 
 Foi. Antes de viajarmos as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!
 
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A história termina aqui.
 
O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo.
 
E o ser humano continua julgando os outros...
 
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que realmente aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
 
 
 Autor: Desconhecido

VERDADE


FORÇA ESTRANHA