quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

EXPRESSÃO DE CEARENSE


O cearense tem uma maneira ímpar de falar, com um vocabulário diferenciado e ao mesmo tempo engraçado. 


ESTRUIR Estragar alguma coisa. Certamente vem de “destruir”, com a pronúncia preguiçosa, inculta, mas, gostosa dos nossos sertanejos.

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO


O desafio da educação de jovens é tocar fortemente na consciência de cada um deles, de que realidade sem conhecimento faz de suas vidas uma estrada repleta de obstáculos, desde sempre, difíceis de serem vencidos, e com expectativas ainda mais preocupantes em fases futuras de suas existências.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Uma cena para se jogar no lixo



Carlos Delano Rebouças

Decerto, pode parecer que se trata apenas de mais uma cena comum cotidiana presenciar recicladores no exercício de se árduo e insalubre ofício de coletar o lixo das ruas da cidade para a sua sobrevivência, se não tivesse me causado tanta perplexidade diante de todo o cenário de reflexão sobre aquela figura feminina sexagenária na condução de sua carroça. Dura realidade para quem usufrui de saúde e da vitalidade da tenra idade, e que ainda nutre a esperança de dias melhores, imagina para quem já chegou a melhor delas, sem tanta saúde para dar e vender, e sem mais expectativa alguma de dias melhores, senão condicionar cada segundo a mais de vida em cada centavo conquistado por quilos e quilos de lixo.

Assim enxerguei aquela velha senhora – marcada pelo tempo por rugas e fios de cabelos descoloridos, com uma pela desidratada, flácida e maltratada por um sol impiedoso que parece estar bem mais próximo de quem deseja uma sobra, e cansada, mas relutante em busca de seus objetivos – de postura curvada e de olhar cirúrgico e atento em busca de uma latinha, de mais uma garrafa, dessas que descartamos tão facilmente, sem compromisso algum com o meio ambiente, nas ruas de nossas cidades. Pobre mulher! Juro que bem mais que uma reflexão, permitiu-me chorar sem derramar uma lágrima sequer, diante do cenário de desilusão que construí, em confronto com o que espero de melhor para uma sociedade.
Mas há quem diga que é muito normal uma cena dessas, e ainda se relatam outras bem mais dolorosas de se imaginar, duras para um coração sensível, revoltantes para os olhos justos de um cidadão que entende que também há um abismo entre os sensos de normalidade e naturalidade, sensatez e irresponsabilidade social. Contudo, numa visão mais sensível, mas nem tão menos crítica da sociedade, torna-se fácil identificar que em um país que muito se fala e pouco se faz, esse não seria bem o tratamento que um idoso mereceria ter. Concordam?
Somos mocinhos e bandidos nessa triste história de horror! Fazem de conta que nos ensinam e nos educam, e fingimos que tudo está bem e nada está errado, inclusive aceitando a realidade de que um idoso pode carregar uma carroça superpesada numa lida diária de coletar lixo. Somos protagonistas e antagonistas de uma peça cujos atores principais são os menos favorecidos, escravizados por um sistema que aniquila impiedosamente, sem temor, aqueles mais frágeis e mais vulneráveis.
Certa vez, assisti um belo documentário sobre gestão de resíduos, intitulado “Lixo Extraordinário”. Nele, um artista plástico de nome Vik Muniz levou a oportunidade de transformar o lixo em arte para recicladores de um dos maiores aterros sanitários do Brasil, permitindo-lhes se tornarem protagonistas maiores, terem reconhecimento internacional, sentirem-se reconhecido como ser humano, identificarem seus valores ocultados pelo mal cheiro que distancia e rotula, e pelos dejetos descartados em rampas, pano de fundo de suas vidas sofridas, que servia para muitos como um refúgio, uma oportunidade de esconder suas desilusões.
O documentário sem dúvida é extraordinário, pois faz do lixo – algo desprezível já pelo nome – um bem valioso e edificante na vida de tanta gente, mas que não deixa de ser entristecedor assistir tantas pessoas, das mais variadas idades e sexos, disputando peça por peça num espaço dividido com cães e abutres na instintiva batalha pela sobrevivência.
Espero que um dia tudo isso mude; que deixemos de ver pessoas sendo exploradas em busca do lixo. Sabemos que ele sempre será produzido, mas que não se produza cenas degradantes aos olhos mais sensíveis e sensatos, que sentem tristeza em ver tanta desigualdade social em um país de tantas riquezas, no qual se insiste em estabelecer esse paradoxo existencial entre os filhos de sua terra.





terça-feira, 9 de outubro de 2018

Qualidade da educação em xeque


Carlos Delano Rebouças
Diferentemente de duas décadas atrás, o Brasil nunca havia ofertado tantas oportunidades para a aquisição de uma formação em nível superior, e mesmo de pós-graduação, nas mais variáveis áreas do conhecimento. Antes, com a exceção das entidades públicas, existiam pouquíssimas outras na iniciativa privada, e ainda bastante restrita quanto ao número de cursos e de áreas de formação.
Não demorou a haver uma verdadeira avalanche de novas entidades de ensino superior, sobretudo, pelo incentivo do poder público federal dos últimos governos. Novas instituições surgem a cada dia, oferecendo oportunidades diversas ao mercado, que entende que se faz necessário uma boa formação para se tornar competitivo, atendendo às suas exigências conforme a área de atuação.
Da mesma forma que surgiram novas instituições, oportunidades também chegaram para profissionais de educação, com alguma licenciatura, ou até mesmo para muitos que nunca pensaram em lecionar, por exemplo, advogados, engenheiros, médicos jornalistas, arquitetos e tantos outros de várias áreas de formação, responsáveis pelo repasse de conhecimentos, pela formação em alto nível de novos profissionais que desejam bem mais que adquirir conhecimentos, querem, na verdade, conquistar o tão sonhado diploma, acreditando que se trataria da inevitável abertura para o mercado de trabalho pelo resto de suas vidas.
Mas nem tudo vem acontecendo como o esperado, ou seja, nem as portas ficaram escancaradas para todos os diplomados, muitos frustrados do investimento feito que acreditaram que apenas com a realização de um curso de nível superior seria suficiente para o seu sucesso profissional, nem a tarefa de professor parece ser uma experiência maravilhosa para todos os profissionais. O que de fato se observa em muitos – docentes e discentes – é o desejo urgente de suprir uma necessidade, seja a de uma formação que atenda às necessidades do estudante de se encontrar no mercado de trabalho, que possa lhe garantir uma vida mais tranquila, seja a de complementar a sua renda como professor em algum horário livre, ou de se aventurar em uma nova atividade que venha a substituir uma escolha feita que não redundou em sucesso ou felicidade.
E o que resta a estudantes e professores, sobretudo aqueles que não estejam tendo suas expectativas atendidas, sejam elas deslumbramento com o futuro de sucesso profissional, sejam elas de total identificação com o ofício de professor, que requer bem mais que uma formação na área, requer conhecimentos e habilidades didáticas que não se aprende em qualquer curso?
Resta compreender que a educação deve ser feita com mais empenho e dedicação, a começar por uma mudança radical na postura das instituições de ensino, passando a ter um compromisso maior firmado com a qualidade e responsabilidade, desde a sua estruturação – física, administrativa e pedagógica – continuando com processos de seleção de alunos mais criteriosos e recrutamento de profissionais, especialmente de professores na mesma ordem, levando em conta sua formação, identificação com o ofício e história na educação, para que o objetivo maior – que é uma educação de qualidade que satisfaça todas as necessidades – seja absolutamente alcançado.
Mesmo sabendo que pode parecer utópico acreditar que a educação no Brasil – bem mais maquiada que verdadeira, sem de fato suas estatísticas corresponderem a verdade do que se espera de resultados que comprovam a qualidade do ensino – vamos vivendo, infelizmente, de enganações, de “faz de conta”, em um mundo capitalista no qual as instituições sabem que para sobreviver competitivamente precisam desconsiderar diversas prerrogativas que garantem a qualidade da educação. Essa é a realidade desnuda de um país que parece enxergar na educação de qualidade o seu maior inimigo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

BRASIL COM SEMELHANÇAS DA ÍNDIA


Carlos Delano Rebouças

Curioso após assistir a um programa de televisão, o qual mostrou um pouco da Índia, de seu povo e sua cultura, procurei investir um pouco mais nos meus conhecimentos, buscando mais informações sobre esse intrigante país, as quais me levaram a acreditar que entre o Brasil e a Índia existem muitas semelhanças.

Economicamente, o país da Ásia Meridional encontra-se num crescimento maior que o Brasil, mas esta é apenas uma das poucas diferenças entre a índia e o Brasil.
Tal qual o Brasil, a Índia é um pais democrático, republicano, bem mais populoso que o Brasil, sendo a segunda maior população do mundo, que apresenta muitos problemas sociais, até mesmo decorrentes de sua administração pública e baixos investimentos na educação e no social.  Começam aí as semelhanças.

Sua emergente economia convive com inúmeros problemas sociais. Analfabetismo, miséria, fome, violência misticismo, problemas sociais são questões facilmente perceptíveis na sua sociedade. Mobilidade urbana é outra grande mazela a ser combatida, mas que parece ser aceita como uma realidade, irrevogável. Ninguém merece um trânsito como o de Nova Deli ou Mumbai. Mas o de São Paulo e das outras megalópoles brasileiras já estão no mesmo nível.

No Brasil, a miséria, a fome, a violência, doenças e o analfabetismo, mesmo que camuflado de diploma, são notórios. Pouco se investe, diante de pouca preocupação pela gestão pública. Nossos rios também são poluídos. Temos também um ecossistema bastante diversificado, apesar de relutarmos pela sua manutenção. Temos mesmo muita coisa em comum. Muitos povos de tantas partes do mundo também estão aqui. Ás vezes, dirigindo pelas ruas de Fortaleza, realizo um tour na minha imaginação, quase acreditando que estou em Calcutá. Muita confusão, buzinas, bicicletas em meio aos veículos automotores, pedestres, camelôs, ladrões, políticos, e até mendigos se banhando em chafarizes de praças das grandes cidades. Parece até que as diferenças são pouquíssimas.

Como somos parecidos em tantas coisas! Até a Globo se inspirou na produção de uma novela, mostrando a cultura indiana e a sua relação com o Brasil.

Que as semelhanças se mantenham, mas que sejam de costumes e fatos positivos. Quem sabe um dia não existir mais miséria, desigualdades, fome, violência, analfabetismo, nem mesmo um trânsito caótico que façam Brasil e Índia serem países tão parecidos.

domingo, 24 de junho de 2018

APONTAMOS PROBLEMAS E NOS ISENTAMOS DA CULPA



Carlos Delano Rebouças


Difícil não encontrar um brasileiro que não aponte um problema existente no país, que aflija a sociedade, prejudicando-a de alguma forma, dificultando em alguma forma a convivência saudável e harmoniosa entre seus membros.

Os problemas são inúmeros, desde os sociais, que envolvem a violência urbana, desigualdades sociais, má distribuição de renda, tráfico e consumo de drogas, dentre outras, até os administrativos, que são os de gestão pública, que redunda nos sociais, como também, econômicos e financeiros, além, é claro, os culturais. Ou seja, acabamos de nos ratificar como um desses brasileiros que conseguem definir claramente algumas mazelas de nossa sociedade, facilmente, ficando somente, no apontamento, e nada mais.

Até parece que é bem mais fácil apontar tais problemas, sobretudo, colocando-se exclusivamente como vítimas de suas consequências, como se em nenhum momento, por mais que provemos o contrário, viéssemos a acreditar que damos a nossa parcela de contribuição, sempre, mas sem assumi-la conscientemente.

Reclamamos dos políticos que são corruptos, mas somos nós, corruptos e corruptivos, que os escolhemos como nossos representantes públicos. Reclamamos da sujeira da cidade e somos nós que descartamos de qualquer jeito e em todo lugar. Somos nós que reclamamos da violência, mas viramos a cara para quem precisa e pede socorro, com uma postura preconceituosa, humilhante, que causa revolta. E somos nós, brasileiros, que desacreditamos da educação, sem a sua perfeita valorização e, com isso, agindo com a emoção, em vez da razão, ou com certa dose de equilíbrio, e acabamos tomando atitudes que vão de encontro ao que se entende por justo e correto aos olhos da lei e da sociedade.

Assim nos revelamos – muito mais opiniáticos e bem menos críticos – e faz com que a sociedade seja feita de homens que somente atiram para todos os lados, apontando dedos, encontrando culpados, sem ao menos refletir sobre a sua participação, numa completa falta de sensibilidade, na mais perceptível inflexibilidade diante das situações existentes. Mas quando vamos assumir as nossas culpas, em vez de apontar culpados, sem que nos vejamos entre eles? Acredito que está muito longe de acontecer esse feito.

Historicamente, o homem se comporta assim – covarde nas suas atitudes – e é bem mais visível nas sociedades menos desenvolvidas, como a nossa, onde o simples ato de assumir a autoria de ato questionável, que significa o primeiro de longos passos para a transformação da sociedade, em busca de soluções, sequer se percebe no convívio familiar, na base do processo de formação.

A mudança, de fato, é difícil, mas não impossível, e precisamos entender que começa em cada um dia nós, numa autorreflexão sobre as nossas atitudes, sobre o que temos ou não de direitos e deveres, diante de uma correta definição sobre o que sejam, além, é claro, de muito bom senso, mesmo que para isso, seja preciso assumir a sua realidade, suas fragilidades, com muita humildade.

domingo, 3 de junho de 2018

MEUS SONHOS PERDIDOS



Carlos Delano Rebouças

Pode parecer impossível de acreditar que o comportamento humano se mantém inerte ao longo do tempo para muitos que demonstram acreditar que nada preocupa quanto ao futuro, muito menos em relação a um presente que não poupa momentos difíceis na condução de suas vidas. É a pura demonstração de conformismo misturada a uma postura sem perspectiva, e porque não acovardada, diante de uma realidade que até dá mostras de cruel e injusta, mas que permite, com sapiência, lutar por uma melhor condição de vida.

O mesmo pai que educa o seu filho, hoje, que acredita que a sua maneira é a insuperável fórmula do sucesso, na certeza de que é perfeita e infalível porque assim foi educado pelos seus pais, em muitos casos não demonstra bom senso em aceitar que precisa fazer uma urgente reflexão sobre a educação que vem dando ao filho, em relação à maneira como se comporta em sociedade, bem como a uma forma mais ponderada de reagir diante das transformações que o mundo passa em todos os aspectos, os quais nos influenciam a ponto de nos lapidar conforme as necessidades que o mundo exige e cobra para uma ideal convivência.

Diante dessa compreensão de que se faz necessário um perfeito alinhamento no processo de formação dos filhos envolvendo pais, família, escola, comunidade e sociedade como um todo, sem tempo a perder, avaliemos a postura discente no ambiente escolar, como um dos pilares da formação humana no qual o aluno desenvolve conhecimentos em busca de se encontrar com a condição planejada em parceria com seus interesses, bem como de sua família também, levando em conta as oportunidades que o mundo oferece. Contudo, nem sempre os interesses caminham numa via de mão única, e quando falta o desenvolvimento de um projeto de vida, somado ao desejo imediato de satisfazer bem mais as vontades, estas ordenadas pela vaidade do homem em meio a uma sociedade que induz o desejo de ter, de consumir, logo surge a quebra do compromisso com um futuro melhor, esse mesmo que outrora alimentava o sonho de criança, bem como de pais e responsáveis, o de fazer diferente do que foi feito por eles.

E sem demora nasce um novo homem, aquele que acredita que tudo é fácil e que deve funcionar da maneira na qual acredita ser a certa. Seus sonhos são sepultados e lembrados saudosamente apenas quando se depara com um vencedor, quase sempre aquele que foi tachado como o certinho da turma, o mesmo que não acreditava perder tempo por se comportar diferente da maioria, que dá seu testemunho de perseverança e obstinação, e que nem por um efêmero momento sequer desperta uma pontinha de inveja que o leve a pensar que poderia ser o protagonista de sua história de vida.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PROJETO DE VIDA


Carlos Delano Rebouças

Projetar o que queremos para a nossa vida, em cima dos nossos interesses, pode ser visto como algo extremamente importante para o que idealizamos, para o fim dos nossos dias.

Ninguém vive por viver, ou seja, sem um sonho, um desejo, sem vislumbrar uma diferente situação futura, uma melhor condição de vida para o dia de amanhã. Há quem diga que excluídos da sociedade até podem não alimentar essa expectativa, vivendo cada momento, como se fosse único, seja com drogas, bebidas ou um pedaço de pão, doados, consumidos imediatamente, como são suas vidas. Porém, fazendo uma investigação mais profunda, conhecendo-os mais de perto, vemos que têm seus sonhos, mas não estabelecem metas para conquista-los, ou, não se esforçam para concretizá-los, caindo de vez no conformismo.

Mas nem sempre, para excluídos da sociedade, o seu sonho de um futuro melhor cai no esquecimento, perdendo-se no tempo. Muitos mudam completamente de vida, voltando a ter a vida que tinham ou mudando para melhor, enxergando na vida que tem no momento, um combustível para as transformações.

Quem não conhece ou já ouviu falar de morador de rua que foi morar em abrigos públicos, decidiu trabalhar, estudar, chegando a se formar, constituir família, até mesmo com outro morador de rua, tocando uma vida bem diferente da vida que levava, tornando-a harmoniosa, próspera e mais feliz? Assim se constrói uma nova trajetória de vida, mediante um planejamento.

Para planejar uma vida, sob os moldes da prosperidade e felicidade, faz-se necessário esclarecer os objetivos que quer para a sua vida, seja para o lado pessoal, profissional, espiritual, financeiro, social, ambiental, não importa, desde que estejam bem definidos. Esses objetivos precisam ser buscados sob o estabelecimento de metas, primordial para o alcance do sucesso.

O mundo globalizado pode ser visto como uma ferramenta de forte influência na elaboração de um projeto de vida. Ele oferece diversas condições para que o homem desenvolva seus interesses, incidindo diretamente nas decisões tomadas e a serem tomadas, dando-lhe condições de se desenhar e se pintar o mundo sob as mais diferentes formas, conforme são enxergadas, que até mesmo, permitem mudança de rumos em sua vida. O mundo globalizado pode ser o fiel da balança na hora de definir um projeto de vida.

Fato é que independente das influências modernas - de um mundo que não para de se transformar, com o homem se postando ativo e passivamente no processo – tudo deve acontecer de forma planejada, trabalhada, em busca de concretizar objetivos. A razão deve sempre prevalecer sobre a emoção, pela crença que para tudo se tem consequências, e que se a colheita não for a esperada, muitas vezes não se pode voltar atrás.

Assim, acreditemos que desenvolver um projeto de vida seja muito mais que estabelecer metas e objetivos para se alcançar o sucesso tão desejado e sonhado, e sim, que represente também uma melhor forma de se relacionar com o mundo, com o que tem a oferecer, servindo de estímulo para a idealização de sonhos, comuns e coletivos, mas, harmoniosos, sobretudo, com respeito às partes envolvidas.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

REFLITA


DICA DE PORTUGUÊS


A BOA ESCOLA E O BOM PROFESSOR



Carlos Delano Rebouças

Qual é o bom professor para o aluno? Quem recebe aplausos e gritos de “Você é o cara!” ou “Você é o melhor professor que já tive na vida!”?
Antes de responder tais indagações, temos que nos atentar para os conceitos que possuímos sobre educação – sobre a importância que a damos – necessária de ser edificada desde a base familiar, esta que, inevitável e intimamente, exige outras necessidades, sobretudo à disciplina, fator que tanto incomoda as pessoas na sua maioria.
Muito fácil agradar ao aluno com uma performance circense, artística e conveniente, fechando os olhos para a verdadeira necessidade de se comprometer com a sua ideal lapidação para a vida, não somente com vistas a aquisição de conhecimentos, mas também na formação de um cidadão – na verdadeira acepção da palavra, conhecedor de seus deveres e direitos, ético, honrado – digno de ser tratado como tal. Muito fácil ser um “showman” em sala de aula, bem mais preocupado em promover a sua imagem de “tiozão”, para depois checar nas redes sociais a sua popularidade, que simplesmente adotar uma postura de menos estrelismo, mais focada na melhor formação do aluno.
“Mas é o que resta para o professor”: respondem muitos que vestem essa carapuça. “É ser criativo, e isso é que o aluno deseja de um professor”: assim dizem outros. Ah! O aluno adora tudo isso, de verdade, mas será que supre a sua necessidade de momento para um futuro melhor? Será que surtirá os efeitos plenamente necessários para um mundo cruel e injusto nas suas cobranças? Viva ao professor que sabe executar as duas funções com mestria! Parabéns aos alunos e à escola que tem em seu excelente professor um grande artista! A escola tira o chapéu para você, polivalente profissional, já que para ela o que vale é o sorriso no rosto do aluno, não é?
Pena que a escola não está com essa preocupação, aliás, a única que existe é de manter-se forte na disputa pelo aluno – aquele que paga e que pode ser fisgado pelo concorrente – esperando dele somente resultados que possam engrandecer a sua imagem de mercado. Assim funciona o clientelismo nas escolas privadas do Brasil.
Certo tempo, diariamente, costumava passar em frente a uma grande escola de Fortaleza, renomada, e uma coisa me chamava atenção: via logo na sua entrada, após as catracas de acesso, um batalhão de coordenadores recepcionando alunos com abraços, beijinhos e votos de bom-dia. Gostaria muito de saber se fosse numa escola pública se fariam isso. Certamente que não, pois reside aí a diferença de tratamento que muitas vezes se estende à sala de aula com o professor que lá recebe o aluno diariamente.
O professor de uma escola dessas sabe que muito mais que repassar conhecimentos ao aluno e contribuir para a sua formação humana e social, precisa ser a extensão da escola em sala de aula, agradando-o de todas as formas, para receber tapinhas nas costas nos corredores e quem sabe, no dia de sua avaliação, ser bem pontuado e ter seu emprego garantido. Ao final, tudo fica uma beleza, ou seja, escola e professor bem conceituados na opinião mal edificada do aluno sobre os verdadeiros conceitos de educação de qualidade.
E essa roda viva da educação no Brasil permanece e continua a girar diante dos interesses divergentes. Infelizmente temos que nos acostumar com isso, pois não vemos a mínima possibilidade de mudanças. A escola continuará enxergando o aluno como a sua maior fonte de riqueza; o professor continuará sendo o maior artista circense da sala; e o mundo também continuará sendo esse imenso palco das desilusões, resultantes de uma educação mal desenvolvida, embora não pareça para muitos, pois o que mais importa é o título que carrega.


quinta-feira, 22 de março de 2018

O APAGÃO DO PROGRESSO



Por Carlos Delano Rebouças

Ontem, quase todo o Nordeste, se não por completo, viu a sua metade final da tarde entrar com a noite às escuras. Muito uma vez viveu transtornos desmedidos diante da falta de energia.
Ruas e avenidas congestionadas pela vontade de chegar a casa. Semáforos sem funcionar ditavam as regras de um trânsito que mais parecia o de Nova Déli, contando com a educação de um povo ordeiro e gentil em permitir acessos. Calçadas viram vias de carros, motos e bicicletas, menos de pessoas, que se aventuravam a caminhar por elas, em meio aos carros, pela vontade de chegar.
A noite chegou e com ela o medo que toma conta de um País que respira violência. Ninguém olha para os lados, nem cumprimente, muito menos responde uma simples pergunta de “que horas são?” Tudo tem cara de perigo. Ah! Vou pedir um Uber! Que pena..., não havia sinal de celular! Esmos no Caos, minha filha! Responde uma acelerada senhora sem saber até se a pergunta seria para ela.
A Noite começou a entrar contando apenas com a cumplicidade da lua que insistia em iluminá-la, dando sombra aos passos largos e rápidos do medo. A bandidagem assusta e bate palmas quando coisas assim acontecem. Lojas, shoppings, escolas e faculdades, além de supermercados baixam as portas. Postos de gasolina pareciam fantasmas à beira da estrada, sem um tanque para abastecer. Tudo assustava! Sentíamos-nos no Haiti, na Angola, no Afeganistão, No Iraque ou na Síria! Em nada parecia nos sentir estar no Canadá, na Suíça, no Reino Unido ou no Chile vizinho.
Enquanto tudo acontecia, ficamos sentados às calçadas conversando como há 20 anos, quando não existia celulares, Internet, redes sociais e, se retornarmos bem mais no tempo, energia para roubar a luz que existia em cada um de nós, que vive, hoje, na escuridão profunda de um progresso que vive um retrocesso.

terça-feira, 13 de março de 2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

ORIGEM DA EXPRESSÃO "AMIGO DA ONÇA"



A expressão foi popularizada pela revista O Cruzeiro, que publicou de 1943 a 1961 o Amigo da Onça, personagem do chargista Péricles Andrade Maranhão. Sempre levando vantagem sobre os outros e colocando seus amigos em situações embaraçosas, o Amigo da Onça é a inspiração para a expressão utilizada até hoje.

Origens de algumas palavras que utilizamos


> ORIGEM AFRICANA: Bangu, Caxambu, quilombo, Exu, Iemanjá, babalaô, candomblé, batuque, acarajé, angu, cachimbo, tanga, miçanga, caxumba, camundongo, marimbondo, senzala, moleque, fubá, caçula, cochilar.
> ORIGEM ESPANHOL: Bolero, cordilheira, mochila, mantilha, pirueta, lagartixa, galã.
> ORIGEM FRANCESA: Abajur, omelete, avenida, chassis, departamento, crachá, chance, envelope, felicitar, menu, pose, restaurante, tricô, vitrine.
> ORIGEM ITALIANA: Cantina, boletim, carnaval, mortadela, risoto, salsicha, confete, porcelana, banquete, macarrão, cenário, violino, violoncelo, bandolim, sonata, ária, dueto, soprano.
> ORIGEM INGLESA: Coquetel, futebol, filme, pulôver, repórter, detetive, lanche e as que estão sendo incorporadas atualmente, por conta da informática: deletar, escanear, estartar.
> ORIGEM TUPI (língua indígena): Mooca, Anhangabaú, Tietê, Niterói, jiboia, jararaca, abacaxi, urubu, mandioca, jabuticaba, piranha, arara, capinar, chorar as pitangas.

DICA DE PORTUGUÊS (INICIAIS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS)

MAIÚSCULOS



MINÚSCULOS

Vida Louca


SEMPRE ACREDITANDO QUE É CAPAZ




Carlos Delano Rebouças

Em determinados momentos da vida, nada parece dar certo. Tudo que pensa em fazer, ainda na condição de projeto, logo assume a condição de fracasso.

Há quem relacione essa condição com o estado de espírito em que nos encontramos, ou seja, energias positivas é o combustível para as nossas conquistas, quando positivamente pensamos e acreditamos piamente.

Como definir como regra o pensar e o acreditar positivamente, diante de sequenciais insucessos na vida? Como manter-se de cabeça erguida, quando tudo parece conspirar para nos empurrar para baixo?

Dizem que, dificilmente, algum profissional que atua em nosso país não passar pela vida sem sentir o indesejado e amargo gosto de uma crise financeira. Dizem, também, que são raros os casos de profissionais da iniciativa privada que nunca passaram um período desempregado, por mais curto que tenha sido. São situações comuns do profissional brasileiro, embora, para alguns, felizmente, signifique o desconhecido, por acreditarem que suas competências e habilidades profissionais são responsáveis pela manutenção de suas empregabilidades.

Reunir condições de empregabilidade – aquelas que acreditamos serem suficientes para nos garantir no mercado de trabalho – nem sempre se resume ao acúmulo de conhecimentos técnicos e científicos; muitas vezes faltam alguns requisitos no perfil do profissional que fazem a diferença para a definição perfeita de empregabilidade, e a crença em si mesmo e no seu potencial pode ser visto, indiscutivelmente, como um grande diferencial pessoal e profissional.

Trabalhar a sua autoestima é sempre primeiro e único princípio presente em todas as etapas, de todos os segmentos de nossas vidas. Precisamos acreditar primeiramente que somos diferenciados, capazes e importantes em qualquer situação. Pensando assim (e sem deixar que seja um pensamento se ações direcionadas para a sua confirmação), não abrimos espaço para que pensem o contrário; não permitimos que nos rotulem de fracassados ou quaisquer outros adjetivos depreciativos, que nos influencie a desacreditar em nosso potencial. 

Somos os verdadeiros responsáveis pelo título que carregamos na vida, que podem ser muitos ou poucos, ou quem sabe único, contudo, ele não é de ninguém; é somente nosso, embora a nossa humildade nos leve a dividir suas honras com pessoas que sempre participaram diretamente em nossas vidas, nos sucessos e seus antônimos, sem deixar em momento algum que desacreditássemos em nós mesmos.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

BELAS IMAGENS





ADORO ESSA CANÇÃO!


DICA DE PORTUGUÊS


Os sufixos -douro e -tório, quando formam uma nova palavra (substantivo), esta terá sentido de lugar.
beber + douro = lugar onde se bebe Labora + tório = Lugar onde se trabalha
Agora, avalie as palavras e estimule a sua curiosidade sobre a formação de palavras que fazem parte do nosso cotidiano.
Mictório, auditório, nascedouro, morredouro, provatório, puxadouro, conservatório...

BELÍSSIMO POEMA DE ARILO CAVALCANTI JR


O NAVEGANTE
Vejo no brilho do teu olhar
Todas as maravilhas do mundo
Que instantaneamente me faz recordar
Um sonho inesquecível e profundo
Chego a mergulhar nas abissais profundezas
Navego por mares perdidos
Por ilhas cheias de sutilezas
E ancoro feliz em teus desejos contidos
Desbravo florestas densas no teu coração
Tomo banho nas mais belas cachoeiras
Mergulho no rio turvo da paixão
Nas delícias saborosamente verdadeiras
Sinto o vento soprar e bater forte
No escudo desprotegido do meu peito
Mensageiro da amorosa sorte
Que infalivelmente me atingiu de jeito
Um navegante de amores vividos
Náufrago das paixões intermináveis
Sobrevivente de romances sofridos
Procurando sempre carícias amáveis
Arilo Cavalcanti Jr. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O VOTO E O FIM DE UMA AMIZADE


Carlos Delano Rebouças

Hoje, reparando no meu Facebook, percebi que vários de tantos amigos desta rede social não mais compõem a minha pequena lista, como também, tantos outros não estão sendo vistos com suas postagens, comentários e curtidas. Por que será? Por que essa percepção se dá tão acintosamente nos últimos tempos?
Não tenho dúvidas que se trata de reflexo dos diversos desdobramentos políticos nos últimos anos, e que significam, de fato, uma consequência direta e real de uma falta de compreensão sobre o verdadeiro significado da palavra democracia.
Sei que muitos se demonstraram irredutíveis na aceitação do ponto de vista de tantos, colocados nas redes sociais. Vi ataques, ofensas e exageros. Incluo-me perfeitamente nesse grupo. Como me excedi, amigos! Porém, sempre privando pelo cuidado quanto a uma ofensa direta, pessoal, que poderia ir de encontro com a moral e o respeito. Mesmo assim, confesso que me excedi e ficam aqui as minhas sinceras desculpas.
Entretanto, em nenhum momento levei para o lado pessoal, de pensar em extinguir a amizade, mesmo que seja “facebookiana”. Muitos ou já são amigos bem antes da rede social, outros, feitos nos mais diferentes setores da vida, que permitem uma avaliação mais profunda sobre o caráter, suficiente para permitir discernir atitudes e prevalecer a compreensão.
Como a humanidade é insipiente nas suas atitudes. Deixamo-nos levar pelas emoções, pelas opiniões, para formar novas opiniões sobre pessoas, e que outrora, tínhamos absoluta certeza de seu caráter e chamávamos, de boca cheia, de amigos.
As eleições passaram, passam e sempre vão passar. As palavras existem, são aglutinadas, formam frases e períodos dentro de um contexto, e depois de ditas, não voltam mais. Saem como flechas e podem causar efeitos de um torpedo, ferindo o ego de alguém.
O perdão existe para ser aplicado. A compreensão existe para ser usada. Reflita.


A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA


EXPRESSÃO DE CEARENSE

De repente falamos e arrancamos risadas de quem não é de nosso estado. Assim é a maneira diferente do cearense se expressar.



SEBO NAS CANELAS

Sair rapidamente de um lugar, correr fugindo de alguma coisa. “O moleque fez uma travessura e botou sebo nas canelas”.

DICA RELEVANTE DE PORTUGUÊS

O diminutivo de VOZ é VOZINHA.
"Ela tem uma vozinha chata!"
Não confunda com a forma errada, porém, muito usa no dia a dia, de flexionar no diminutivo AVÓ. Dessa forma, permitiria a ambiguidade.
"Sua vózinha está bem?"
Obs. Se escrever "vozinha" já é errado, imagine pôr o sinal agudo no "ó". O sinal só é exigido em "avó".
O correto é: "Sua avozinha está bem?"

Quintino Cunha, poeta de verdade


Oscar Araripe


Há 130 anos nascia na hoje Itapagé, Ceará, José Quintino Cunha, o mais lendário de nossos humoristas literários, o maior de nossos poetas cults.
Excêntrico sem ser snob, feio mas cativante, eternamente esquecido, sempre resgatado, Quintino Cunha figura ao lado dos grandes mestres do improviso literário ferino, como Bernard Shaw, Quevedo e Swift, sendo considerado pelo crítico Agripino Grieco “ o maior humorista brasileiro de todos os tempos”.
Homem do povo, orador nato, “virgem de funções públicas”, como se considerava, culto e boêmio, sertanejo e globetrotter, Quintino representa com perfeição o melhor da inteligência cearense. Personagem da Fortaleza risonha e moleque da Praça do Ferreira dos anos 20 e 30, dos lendários cafés Art Nouveau, Riche, Glória e do Comércio, foi jornalista idealista, germanófilo anti-Hitler, esquerdista não-soviético, utópico brilhante e sobretudo livre pensador, amante dos livros e das coisas simples do Ceará.Contemporâneo de Leonardo Mota, Gustavo Barroso, Ramos Cotoco, Gil Amora, Renato Sóldon, Guimarães Passos, Emílio de Menezes, Paula Nei e tantos outros hoje também quase esquecidos, foi homenageado por Euclides da Cunha, Guerra Junqueiro, Rostand e Émile Faguet, “o monstro da Academia Francesa”, de quem foi íntimo em Paris. Rachel de Queiroz o considerava “um patrimônio da terra” e é dele o hoje clássico verso-constatação de que “o cearense é como o passarinho: tem que voar para fazer o ninho”; verdade terrível e que nos remete não só a uma inclinação existencial, mas à dura realidade de um Ceará que, malgrado os progressos, teima em existir.É dele o axioma: “No Ceará, o sujeito nasce na Fé, cresce na Esperança e morre na Caridade”.
Longe das tristezas, contudo, era Quintino – e por isso tornou-se famoso, o mestre inconteste da boutade, da ironia cáustica, irreverente, corajosa, do melhor humorismo artístico e existencial. Suas tiradas, famosas, são sempre lembradas com simpatia, pois além da arte encerram uma filosofia de vida libertária e ética. Gênio do improviso, poeta de fôlego, nos deixou, entre outros, Pelo Solimões, livro notável e que clama por uma reedição, por seu nacionalismo e pioneirismo no uso dos temas regionais, e belo exemplo da épica presença cearense na Amazônia.
Chamado por Euclides da Cunha de “poeta de verdade”, louco lúcido entre loucos comportados, Quintino certamente vai crescer ainda muito em importância e originalidade, ‘a medida em que os cearenses forem percebendo o quanto aqui a Literatura, ainda que desamparada e pouco lida, é viva e vital, e como em nenhum outro lugar do país.
Momentos antes de morrer, sem dúvida no auge de seu fino humor, ditou seu próprio epitáfio: “O Padre Eterno, segundo / refere a História Sagrada, / tirou o Mundo do nada... / e eu Nada tirei do mundo!”.
Longa vida, portanto, ao nosso mais simpático poeta, que tanto riso e alegria nos deixou para sempre.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Curiosidades



O vaga-lume é um inseto coleóptero que possui emissões luminosas devido aos órgãos fosforescentes localizados na parte inferior do abdômen. Essas emissões luminosas são chamadas de bioluminescência e acontecem em razão das reações químicas onde a luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear produzindo oxiluciferina que perde energia fazendo com que o inseto emita luz.
Outro fator que impulsiona emissões luminosas é o de chamar atenção de seu parceiro ou parceira. O macho emite sua luz avisando que está se aproximando enquanto a fêmea pousada em determinado local, emite sua luz para avisar onde está.
Na reação química, cerca de 95% aproximadamente da energia produzida transforma-se em luz e somente 5% aproximadamente se transforma em calor. O tecido que emite a luz é ligado na traqueia e no cérebro, dando ao inseto total controle sobre sua luz.
Infelizmente, os vaga-lumes estão ameaçados pela forte iluminação das cidades, pois quando entram em contato com essa forte iluminação, sua bioluminescência é anulada interferindo fortemente na reprodução, podendo até serem extintos.

A CANETA




Carlos Delano Rebouças

Parei para pensar sobre a importância da caneta em nossas vidas. Por que um instrumento tão insignificante para alguns, pode ser tão importante para outros?

Um dia nem mesmo era uma esferográfica, simplesmente uma ponta sedosa de pena, molhada à tinta, que servia para registrar momentos e deixar marcas inapagáveis na vida e na história.

Na verdade ela passou a ser parte integrante de nossas vidas. Às vezes, quem sabe involuntariamente, mas sem deixar de enxergar como oportuna, salva vidas e vira o assunto da vez. Não aquelas que por natureza servem como instrumento de estudo, abrindo caminhos importantes para a edificação humana e profissional. Falo de casos já vistos tantas vezes, quando serviu de escudo, salvando o seu portador que a transportava no bolso esquerdo do peito, desviando um projetil, que insistia em atingi-lo.

Quantos fatos e histórias existem sobre a caneta. Sempre alguém tem em mente um fato a contar. Ei-la como protagonista maior.

Quando escrevemos, em meio a uma atenção total, devida e respeitada, demonstramos atitudes comuns, do tipo que se pode afirmar: “Eu também faço isso”. A caneta parece uma batuta, daquelas que os maestros usam no seu ofício de orquestrar. Também se transforma num mordedor, que segura as rédeas da ansiedade, ou mesmo, um recurso para retirar a sujeira das unhas. Ah! Quando surge aquela coceirinha no ouvido, logo a sua tampa passa a ter uma utilidade além daquela de proteger a esfera por onde se liberar a tinta, e transforma-se, improvisadamente, em hastes flexíveis, popularmente conhecidas como cotonetes.

Mas sem esquecer a verdadeira função da caneta, desmerecendo as suas utilidades, o fato é que também significa um identificador social. Isso mesmo, um instrumento que define quem é quem numa sociedade em que se conhecem preços, desconhecendo valores.

Canetas são produzidas em larga escala pela indústria. Outras carregam consigo a marca de uma história, com produção limitada, com preço tão equiparado quanto ao seu valor e a sua imagem de mercado. Às vezes, tão caras que se tornam presentes sofisticados, como uma joia valiosa. A caneta tem valor. 

O valor de poder reproduzir pensamentos, ideias e emoções. O valor, também, de estreitar relações, pertinentes a serem quebradas, também pela razão. Ela escreve os sonhos, os desejos, e até cartas de amores. Faz rir e chorar, e por vezes, divide o papel com as lágrimas que insistem em descolorir a sua escrita. É inquestionavelmente um instrumento comum a todos, intrínseco em nossas vidas, e que na sua ausência e por necessidade, logo permite indagar: alguém tem uma caneta?

Tenho várias que escrevem de diferentes formas e em diferentes cores, ideais para cada situação. Esta, oportuna para reconhecer o seu valor e a sua importância, mesmo que passe na vida de muitas pessoas sem ser percebida pela sua grandiosidade.


Clique e confira!

ESTAMOS À DISPOSIÇÃO!