segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NA FALTA DE BARNEYS, CONTENTEMO-NOS COM OS DIVERSOS FREDS

NA FALTA DE BARNEYS, CONTENTEMO-NOS COM OS DIVERSOS FREDS

Por Carlos Delano Rebouças

É assim mesmo que se encontra o futebol brasileiro, carente de bons jogadores, de grandes goleadores e craques, e no auge da escassez, temos que nos contentar com algumas figurinhas carimbadas, que acabam se destacando pela baixa concorrência.

Na corrente temporada do futebol brasileiro, encerrada recentemente, onde merecem destaque os campeonatos brasileiros e copa do Brasil, além de competições continentais, vimos um cenário nada comum do nosso futebol, onde poucos foram os destaques e revelações, e a “consagração” de determinados jogadores, que até então, pareciam sepultados para o futebol pentacampeão do mundo.

Vimos o craque Alex se aposentar no Coritiba. Foi dado adeus por um dos poucos que ainda resistiam no nosso futebol. E agora, resta quem para poder nos incentivar a assistir aos jogos na TV? Ouvi o nome de Kaka? Este já se foi. Está mostrando o seu futebol na terra de Tio Sam. Sobraram nomes como o Pato, Ganso, Tardelli..., vixi, como está difícil! É assim que se encontra o nosso futebol?

É assim mesmo. O Brasil é um país de futebol, formador de craques, onde argentinos, chilenos, uruguaios e paraguaios, principalmente, são vistos como a “bola da vez”. Com a palavra D’Alessandro, Barcos, Guerreiro, Valdívia e outros desconhecidos que declinam o “portunhol”.
Mas foi um brasileiro que terminou o campeonato brasileiro como artilheiro. Que maravilha, não é minha gente? Nem tanto, se não se chamasse Fred, aquele mesmo que foi batizado de cone na Copa do mundo de 2014, aqui no Brasil. 

Fred marcou 18 gols, e foi um dos jogadores mais questionados da seleção brasileira na última copa, ninguém esquece. Fred foi o goleador maior do campeonato brasileiro e ainda tem diversos clubes querendo contratá-lo, acreditem.

Na série B, segunda divisão do campeonato brasileiro, Magno Alves de 37 anos, do Ceará, foi o artilheiro maior com 18 gols, aliás, artilheiro maior do país na temporada, com 37 gols. Time grande demonstrou interesse pelo seu concurso, podem também acreditar.

Sabendo disso, de como se encontra o nível do nosso futebol, Rogério Ceni, com 41 anos continua a jogar, Edilson Capetinha, com 44 anos, resolveu voltar aos gramados, Marco Antonio Boiadeiro, com 45, a mesma coisa, e se duvidarmos, Túlio Maravilha ainda disputa a série B pelo Botafogo em 2015, duvidam?

Outros nomes menos conhecidos, quase esquecidos e esquecidos também se destacaram num futebol, que caminha a cada dia para um abismo sem dimensão. Somos um celeiro de craques, formados, que a força do dinheiro os leva muito cedo, logo quando se destacam, para os grandes centros da Europa.

Sobra o que para o futebol Tupiniquim? Promessas, pernas de pau e quase aposentados, que o torcedor brasileiro já não aguenta mais ver vestir a camisa de seu time de coração. Prefere vê-los, com a camisa dos adversários, num futebol de placar igual, num zero a zero que não é bom para ninguém. 

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